A boiada e a condenação

A violência de uma condenação injusta, em meio a um oceano de impunidades e ela voltou a se assanhar. Excitada, irrequieta, a impressão é que de repente a imensa boiada saiu novamente de sua rotina letárgica para entrar no cio. A expectativa é de que, ratificada a condenação, vamos ter muito orgasmo espalhado pelas pradarias urbanizadas desse imenso país

A violência de uma condenação injusta, em meio a um oceano de impunidades e ela voltou a se assanhar. Excitada, irrequieta, a impressão é que de repente a imensa boiada saiu novamente de sua rotina letárgica para entrar no cio. A expectativa é de que, ratificada a condenação, vamos ter muito orgasmo espalhado pelas pradarias urbanizadas desse imenso país
A violência de uma condenação injusta, em meio a um oceano de impunidades e ela voltou a se assanhar. Excitada, irrequieta, a impressão é que de repente a imensa boiada saiu novamente de sua rotina letárgica para entrar no cio. A expectativa é de que, ratificada a condenação, vamos ter muito orgasmo espalhado pelas pradarias urbanizadas desse imenso país (Foto: Sebastião Costa)
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Era uma vez uma boiada que vivia a pastar na imensidão das pradarias urbanizadas de um imenso país

A enorme boiada não pensava nem agia, apenas pastava e ruminava. E na na sua letargia bovina, tocava a vida, alheia ao mundo ao seu redor.

Sem sentimentos , sem ideologia, sem consciência cidadã, apenas pastava e ruminava.

Deu-se que de repente, vaqueiros convocados por fazendas midiáticas, passaram a tanger a boiada por veredas tortuosas e ao longo do percurso era alimentada, conduzida, induzida, conforme determinações estabelecidas.

A boiada lentamente foi adquirindo mobilidade. Invadiu ruas e urrou com muita raiva ao som do tilintar estridente de panelas. Alguns, com grande fervor cívico enrolavam-se em longas bandeiras verde-amarelas.

Era a boiada tomando consciência, ideologia e sentimentos. Sentimentos de ódio e rancor; ideologia se confundindo com o dono dos vaqueiros e a consciência, fugaz, acabou no exato momento em que os 'fazendeiros' atingiram seus objetivos

Calaram-se urros e panelas e nunca mais se ouviu falar em fervor cívico. Sobraram apenas sentimentos. De ódio e rancor!

O imenso país em turbulência e a boiada alheia ao mundo, retornou à sua rotina de pastar e ruminar.

Durou pouco!

A violência de uma condenação injusta, em meio a um oceano de impunidades e ela voltou a se assanhar.

Excitada, irrequieta, a impressão é que de repente a imensa boiada saiu novamente de sua rotina letárgica para entrar no cio

A expectativa é de que, ratificada a condenação, vamos ter muito orgasmo espalhado pelas pradarias urbanizadas desse imenso país.

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