A burguesia calça as luvas em Boulos e o espera no ringue em 2022

A classe dominante está treinando o candidato do PSOL para ser o adversário do candidato escolhido por ela ou, em um eventual fracasso, contra o bolsonarismo

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Guilherme Boulos é o novo queridinho da burguesia que controla a política no país. Reforçada por Barack Obama, que colaborou com o golpe de 2016, disfarçado em comentários elogiosos e por um sorriso traiçoeiro, a classe dominante está treinando o candidato do PSOL para ser o adversário do candidato escolhido por ela ou, em um eventual fracasso, contra o bolsonarismo. 

O propósito de isolar o PT segue firme e com mais perspectivas do que antes, porque estão preparando alguém para calçar as luvas e subir no ringue em 2022, se colocando como rival das elites tradicionais em substituição ao verdadeiro lutador que ameaça o reino. O PSOL teve 600 mil votos contra 31 milhões do PT no primeiro turno das eleições de 2018. 

O PT fora das capitais e a ascensão de Boulos torna o caminho do establishment menos difícil. A tendência é que tradicionais eleitores petistas caiam na armadilha do voto útil, que só beneficia os partidos de direita, normalizando a falta de representatividade nas urnas. 

As eleições municipais, apesar de alguns analistas considerarem irrelevante para as questões nacionais, são relevantes em uma análise simples, porque prefeitos são cabos eleitorais de candidatos a governadores, deputados, senadores e presidente. Somente números não são suficientes para uma avaliação futura, mas pelo que se percebe, a direita e a centro direita estão animadas com eles.  

Os veículos golpistas de comunicação de massa estão preparando o retorno oficial ao poder, já que nunca o deixaram, através da legitimidade do sufrágio popular; Jair Bolsonaro e seu núcleo duro ensaiam o discurso de fraude nas urnas; A esquerda partida sonha com um habeas corpus pouco provável, enquanto a ala festiva se prepara para o nocaute. 

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