A campanha de Lula, o retrovisor e o para-brisa

"Para a vitória no primeiro turno, está faltando a campanha ser explícita em relação aos compromissos assumidos pelo futuro governo", analisa Bepe Damasco

www.brasil247.com - Candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (Foto: Ricardo Stuckert)


Sabemos que os responsáveis pela comunicação da campanha de Lula se pautam por pesquisas não só quantitativas, mas em especial pelas qualitativas, conhecidas como “qualis”, através das quais determinados assuntos são submetidos a grupos de eleitores de forma presencial, de preferência.

Vem daí, com certeza, a decisão de explorar o máximo possível as realizações dos governos de Lula e a consequente comparação com a tragédia fascista atual que se abateu sobre o país.Tudo certo até aí.

Contudo, na minha modesta opinião, para que a vitória no primeiro turno seja possível, está faltando a campanha ser mais assertiva e explícita em relação aos compromissos assumidos pelo futuro governo. Não foi à toa que, no debate da Band, Lula praticamente não falou de suas prioridades de governo.

Trocando em miúdos, sem prejuízo do passado, é preciso olhar para frente e deixar claro para o eleitor o que Lula pretende fazer para melhorar sua vida. Ou seja, sem esquecer do retrovisor, olhar para o para-brisa é essencial. 

E, dado o tempo confortável que a campanha de Lula dispõe no horário eleitoral de rádio e TV, o maior entre todos os postulantes à presidência, nem será preciso sacrificar o bloco voltado para as informações sobre as conquistas dos dois mandatos anteriores de Lula. É tudo uma questão de equilibrar o tempo.

Outra lacuna importante na campanha é a veiculação tímida das andanças de Lula pelo país. Em contraste com os outros candidatos, que fazem atividades para uma meia dúzia de gatos pingados, Lula tem reunido multidões por onde passa. Seria oportuno mostrar essas imagens com frequência, para capitalizar a força popular que respalda a candidatura de Lula.

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