A candidata fica em casa trabalhando. Ou fazendo de conta...

E a Copa cresce de importância. Pena que o melhor slogan já tenha sido usado por uma cerveja...

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O estafe de comunicação da senhora candidata à reeleição já definiu a estratégia para a campanha.

Desceram aos mínimos detalhes, inclusive à barba do ex-presidente, que dará a ele o mesmo visual de outras vitórias eleitorais. De barba em punho, por assim dizer, Lula vai percorrer o país vendendo a tese da recondução.

Vai mostrar a cara onde houver a menor brecha. Aproveitar todas as oportunidades.

Esse show de "Lulá-Lá" tem dois objetivos.

Um é sugerir que ele está ocupando o centro do palco porque a candidata está em casa, trabalhando. Ou seja, governando o país. E Lula vai lembrar como é difícil governar o país.

Há necessidade de dedicação em tempo integral a essa ingrata missão.

O segundo objetivo é óbvio: evitar que a senhora presidente tenha contato direto com a massa, seja ao vivo, seja através de microfones.

A cada aparição da senhora presidente, em especial quando ela engata a quinta marcha e desanda literalmente a "barbarizar", falando de improviso, começando por um assunto e terminando noutro, que não tem nada a ver, o pessoal da comunicação da campanha fica em estado de alta tensão.

Para isso, só há uma saída. Antes de cada apresentação ao vivo da candidata, um tranquilizante ajudaria a equipe de retaguarda atravessar esses momentos aterradores.

Outro item discutido e considerado fundamental está ligado à Copa.

João Santana, esperto que é, optou pelo slogan "A Copa das Copas", aliás já usado pela senhora candidata.

Sim, porque falar sobre algo além do futebol - o famoso "legado da Copa", por exemplo, não ajudaria.

Ao contrário. Só atrapalharia, dada a constatação de que o tal legado será apenas uma dívida monumental, além da manada de elefantes brancos espalhados pelo país, que nós, os chamados contribuintes, teremos que sustentar.

Claro. João Santana sabe que a melhor frase para a propaganda do Mundial seria "o futebol está voltando para casa". Seria uma força de expressão. O futebol foi inventado pelos ingleses. Mas foi "adotado" pelos brasileiros.

A frase, no entanto, está sendo usada com insistência por uma cerveja muito popular.

A verdade é que, não havendo legado nenhum a comemorar, a propaganda eleitoral oficial vai bater e rebater na tal "Copa das Copas".

Ou seja, vai apostar no sucesso do evento. É um risco grande que João Santana corre.

Imagine se, por um acidente de percurso, o Brasil, mesmo passando da primeira fase, tope pela frente uma Espanha ou uma Holanda, como já prevê a tabela dos jogos, e acabe eliminado.

A "Copa das Copas" murcharia como um balão com a mecha apagada.

P.S. - O uso da expressão "o futebol está voltando para casa" teria um risco maior. O do contra-ataque.

Repararam naquela figura meio soturna, de casacão, chapéu etc. Notaram que ele carrega uma mala? É claro, cheia de dólares ou euros. Ele entra no estádio, pousa a mala no chão, e o que vê: andaimes por toda parte, passarelas de madeira improvisada, entulhos por toda parte...

Fica aqui a ideia para algum brilhante comunicador da oposição usar. Não cobro nada.

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