A conta da Lava Jato não pode ser só o desemprego

O procurador-chefe da operação Lava Jato em Curitiba, Carlos Fernando de Lima, cravou na imprensa que "Infelizmente, muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção”. Descobriu a pólvora

Carlos Fernando dos Santos Lima,procurador regional em Curitiba
Carlos Fernando dos Santos Lima,procurador regional em Curitiba (Foto: Leopoldo Vieira)

O procurador-chefe da operação Lava Jato em Curitiba, Carlos Fernando de Lima, cravou na imprensa que "Infelizmente, muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção” 

Descobriu a pólvora. 

 
E nós, cidadãos e cidadãs, podemos celebrar que desvelamos o nível dos que comandam a operação permanente, que trouxe o custo do desemprego de 14 milhões de brasileiros, a maior crise política, econômica e institucional desde a abertura democrática, na saga destes bravos autoproclamados heróis contra o "grande mal" do país, não mais a desigualdade identificada pela literatura sócio-econômica nacional e internacional a respeito do Brasil, mas a corrupção.
 
Pelo menos para os que não tem cargo vitalício repleto de privilégios que ninguém ousa enfrentar, nem Michel Temer (e as suas verbas e emendas) que o procurador denunciou no Facebook como o algoz da Lava Jato.
 
A operação, na verdade, serviu direta e indiretamente para reduzir a obra deixada pelo ex-presidente Lula, de crescimento combinado à distribuição de renda em níveis recordes.
 
Mas, o procurador, até sentir a mão pesada do sistema político, pouco se importou.
 
O problema é que a recessão, a falta de trabalho, a queda da renda e a volta aos tempos de pobreza, com menos garantias trabalhistas e previdenciárias não será a única conta deste procurador e de seus amigos.
 
A sanha messiânica da República (dos Aiatolas) de Curitiba, ao possibilitar a interdição de Lula, pode colocar na cadeira presidencial não um político tradicional como Temer, mas gente que manda acordar homeless com água gelada na noite mais fria do ano em São Paulo. Ou gente que defende o estupro como punição a mulheres e homenageia torturadores.
 
Não será isso mesmo que quer o procurador?

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