A covardia de um gigante decrépito
Se os USA têm a força de um Golias, Cuba pode ter a funda que o derrota
O governo de Trump dá sinais claros de desgaste político e econômico. A inflação voltou a pressionar o custo de vida, o crescimento desacelerou e até setores que sustentavam seu discurso econômico já demonstram preocupação. Diante desse cenário, Trump recorre novamente à velha fórmula dos impérios em crise: fabricar inimigos externos para mobilizar o medo interno. China, Brasil, Cuba, Irã - qualquer país pode virar alvo de sua retórica agressiva. Não por força, mas por fraqueza.
Sua política tarifária, vendida como solução patriótica, acabou atingindo o próprio consumidor estadunidense. Estudos ligados à Universidade de Yale estimam que o tarifaço pode empurrar cerca de 875 mil norte-americanos para a pobreza até 2026, incluindo centenas de milhares de crianças. Economistas passaram a tratar as tarifas como um “imposto indireto” pago pelas famílias dos EUA.
Os números também ajudam a explicar o desgaste. Pesquisas recentes mostram desaprovação crescente de Trump, especialmente na economia. Levantamentos apontam rejeição de 76% sobre o custo de vida e 72% sobre a inflação. A aprovação econômica caiu drasticamente à medida que gasolina, alimentos e produtos importados ficaram mais caros.
Sua política tarifária, vendida como solução patriótica, acabou atingindo o próprio consumidor estadunidense. Estudos do Budget Lab, da Universidade de Yale, estimam que o tarifaço pode empurrar entre 650 mil e 875 mil norte-americanos para a pobreza, incluindo centenas de milhares de crianças. Os mesmos estudos apontam que as tarifas elevaram o custo de vida em até 2,3%, gerando perdas médias de até US$3.800 anuais por família e impactos ainda mais severos sobre os mais pobres, que gastam proporcionalmente mais com alimentação, roupas e bens básicos.
Dados oficiais do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos (HUD) registraram cerca de 771 mil pessoas em situação de rua em 2024 - o maior número já contabilizado no país. Relatórios preliminares indicam uma pequena estabilização em 2025, mas ainda dentro de um quadro histórico de explosão da pobreza urbana e da insegurança habitacional.
Ao mesmo tempo, milhões de norte-americanos vivem em condição de vulnerabilidade social permanente, dependentes de programas de assistência alimentar, aluguel subsidiado ou empregos precários. O contraste entre a propaganda da “América forte” e a realidade concreta das cidades estadunidenses se torna cada vez mais visível: crescimento de acampamentos de sem-teto, aumento do endividamento familiar, insegurança alimentar e deterioração das condições de vida da classe trabalhadora.
Até mesmo sua guerra comercial fracassou no objetivo central. O déficit comercial não caiu de forma significativa, fábricas não retornaram em massa aos Estados Unidos e aliados históricos passaram a se afastar de Washington diante da instabilidade provocada pelas tarifas. Enquanto isso, a China segue consolidando influência econômica global, ampliando investimentos e demonstrando uma capacidade industrial que os EUA já não conseguem enfrentar apenas com ameaças.
Trump voltou da disputa com a China sem os resultados grandiosos que prometeu. O contraste entre a retórica imperial e os limites reais do poder americano ficou evidente. Sua própria expressão pública muitas vezes denuncia frustração e desgaste. Ainda assim, seguirá alimentando a lógica do confronto permanente para agradar ao Pentágono, setores ultranacionalistas e a indústria do medo.
O perigo, porém, é justamente esse: um império em declínio se torna mais agressivo. Como um animal acuado, ferido, reage com mais raiva, mais chantagens, intimidações e menos racionalidade. E isso pode atingir até antigos aliados.
É ridículo ver a maior potência militar do mundo ameaçando a pequena ilha de Cuba, como se ainda estivesse na Guerra Fria.
Cuba não é belicosa com nenhum país, exporta medicina e solidariedade. Não oferece nenhum perigo aos EUA, a não ser na cabeça paranoica de Trump e asseclas.
A história está a provar!
O problema é que o ridículo quando combinado com poder militar e crise interna, continua sendo ameaçador.
Quanto mais piora a sua aprovação, Trump procura desviar a atenção da população para questões externas criadas por ele próprio. Ameaçar asfixiar ainda mais Cuba e agora sequestrar Raul Castro, 94 anos, é mais uma prova da sua demência. Como todo lunático, é capaz de tudo para preservar o seu ego de todo poderoso mandachuva, prevenir é melhor.
Quero crer que parte importante da sociedade estadunidense - especialmente os mais jovens - perceba esse esgotamento. Há sinais crescentes de rejeição à política terrorista, do medo, ao isolacionismo agressivo e à tentativa de transformar crises internas em guerras externas.
Talvez esteja surgindo uma geração menos disposta a acreditar que bombardear adversários e ameaçar países pobres seja demonstração de grandeza. Afinal, a China não faz nada disso, vive em harmonia com o mundo e só cresce e torna seu povo feliz
Contudo, porém, todavia, a ONU tem que mediar já, e não após alguma peculiaridade sociopata cometida.
O povo cubano é um exemplo de amor à pátria e vida feliz, apesar de todos os males que o gigante decrépito comete contra a belíssima ilha.
Se os USA têm a força de um Golias, Cuba pode ter a funda que o derrota.
A história inventada de Davi e Golias narra o combate entre o jovem pastor de ovelhas, Davi, e o gigante violento, arrogante e debochado, Golias. A vitória de Davi com a funda que lança a pedra na cabeça do grandão, quer mostrar que a coragem e a confiança em si mesmo superam empecilhos que parecem difíceis.
Vamos de estilingue derrotar o sociopata, genocida e soberbo Trump.
Agradeço a Leticia Mendonça pelas pesquisas realizadas e fornecidas para este texto.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

