A crise do imperialismo e fascismo

O desespero do imperialismo reverbera no desespero da pequena-burguesia e juntos querem nos esmagar. O futuro da humanidade passa pela derrota do fascismo, mas principalmente pela derrota do imperialismo

A crise do imperialismo e fascismo
A crise do imperialismo e fascismo (Foto: Esq.: Joshua Roberts - Reuters / Dir.: Fabio Pozzebom - ABR)

A crise de 2008 evidenciou que o colapso do capitalismo está em estágio avançado. Desde então a economia não conseguiu minimamente se recuperar, e ao que tudo indica um outro estouro ainda maior do que aquele se avizinha.

A crise do capital financeiro chegou a tal ponto que é preciso que subordinem toda a mais valia mundialmente produzida de modo a garantir-lhes alguma sobrevida temporária. O capital financeiro monopolista não consegue suportar mais um instante sequer outro monopólio que não esteja subordinado a ele.

O processo de expropriação dos expropriadores que marca o imperialismo está num estágio de cume, ou seja, ao mesmo tempo, portanto, num estágio de decadência. Se o imperialismo é a fase de decadência do capitalismo, o neoliberalismo é a fase de decadência do imperialismo, uma fase de crise aguda.

Nesse sentido se tornou necessário aprofundar o movimento de apropriação do controle de toda a renda fundiária resultado no monopólio da propriedade privada sobre recursos naturais monopolizáveis (petróleo, minérios, águas, terras).

Eles precisam controlar todos os recursos da natureza e estão numa ofensiva muito agressiva contra governos minimamente nacionalistas, contra setores da burguesia nacional, contra proprietários, contra qualquer obstáculo ou barganha diante de seus interesses.

Contudo, esses setores burgueses e latifundiários não se opõem de forma absoluta a esse processo de fusão e subordinação ao capital financeiro. Embora muitos atritos ocorram durante esse processo, afinal todos querem manter seus privilégios. Mas entre perde-los todos para os trabalhadores e perder praticamente tudo para o imperialismo, preferem a segunda opção.

Essa luta entre setores proprietários diante de uma ofensiva em toda a linha do imperialismo resultou em golpes de estado espalhados por todo o globo e no crescimento da extrema-direita fascista.

O fascismo é resultado, nesse sentido, de um movimento reacionário profundo na própria economia. Na impossibilidade de continuar a desenvolver as forças produtivas, o capitalismo inicia um processo de destruição.

A principal das forças produtivas se chama classe operária. Para destruir toda a economia nacional e portanto destruir a força de trabalho é preciso destruir as organizações dos trabalhadores que lhe garantem o poder de ser a única força capaz de resistir aos ataques do imperialismo. A classe operária organizada é a única força capaz de arrastar demais setores sociais numa luta sem tréguas contra o processo de recolonização direta que está em andamento.

Por isso é o principal alvo de todo o ataque contra a economia nacional de conjunto. Os ataques ao PT são uma aparência para um ataque às organizações operárias. O alvo dos fascistas é acabar com todo tipo de organização popular independente e impor um estado totalitário.

O imperialismo em decadência quer nos levar a todos para o fundo do posso junto com eles. Os fascistas acreditam que ajudando o imperialismo possam garantir alguns trocados por serviços prestados pelos ataques à classe operária. Os fascistas acreditam que voltando a roda da história para trás é possível o retorno das suas condições de vida pequeno-burguesas.

Contudo, como vimos no começo, o que está por detrás desse processo é uma expropriação rapace como nunca se viu na história.

O desespero do imperialismo reverbera no desespero da pequena-burguesia e juntos querem nos esmagar.

O futuro da humanidade passa pela derrota do fascismo, mas principalmente pela derrota do imperialismo.

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