A dança das cadeiras

Nenhum, ou melhor, apenas um destes ministérios foi mudado para o presidente enfrentar o grande e angustiante problema que o país está enfrentando, a pandemia

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Um dançou porque mantinha o Ministério da Defesa sob a constituição.

Seus companheiros saíram porque não querem aventuras, nem ficar atacando poderes da República.

Outro saiu porque ninguém aguentava mais ele fechar as portas internacionais para a batalha contra a pandemia.

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Há quem saiu porque não assinou a tentativa do presidente de acionar o STF contra governadores, por causa da luta destes contra a pandemia.

Por falar em pandemia, o ministro da saúde, recém chegado, antes um crítico, não foi reformado e nem precisaria, porque se reformou, dizendo que iria fazer um périplo pelos hospitais para ver se as pessoas estavam mesmo morrendo de covid; e acabou de pedir que houvesse economia de oxigênio. Deixou claro o que não entendíamos no comportamento, ou melhor, na ausência de comportamento do Conselho Federal de Medicina… nem todo profissional da medicina é herói como são os que estão na linha de frente… por incrível que pareça… afinal todos fizeram um juramento!

Em outras palavras, o presidente, cujo país enfrenta uma tragédia sanitária com quase 3 mil mortes, em média, por dia e mais de 300 mil mortos em um ano, fez uma reforma ministerial ampla, alguns mudando de lugar, outros chegando e outros indo embora. Sem contar o fato de que o governo já está no quarto ministro de saúde.

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O notório, entretanto, é que nenhum, ou melhor, apenas um destes ministérios foi mudado para o presidente enfrentar o grande e angustiante problema que o país está enfrentando, a pandemia.

Isto é, esta dança das cadeiras não foi por causa do terrível problema que o país está enfrentando, que deveria ser esperado se o presidente estivesse pensando na sua única missão, governar o país.

Não, essa foi uma reforma ministerial para salvar o presidente e seus filhos. Sai um ministro, de sua confiança, da justiça (que voltará a ser advogado geral), e que já havia , como ministro, se movido para ajudar os filhos do presidente e entra um que é amigo dos tais filhos.

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Primeiro, portanto, para salvar a governabilidade, que significa, para o presidente não correr o risco de impeachment; segundo, para manter o advogado geral sob os caprichos do mandatário; terceiro, para, por se perceber sob a espada de Dâmocles, tentar garantir o uso político das FA, tipo, não mexe comigo que eu chamo a jagunçada; quarto, para manter a prole em segurança.

Parabéns aos membros das FA que se recusaram a ser tratados como jagunços de um  estapafúrdio coronel (quer dizer, capitão), e que, com isso, enquadraram os seus sucessores… esperamos… "alea jacta est"; parabéns ao advogado que decidiu honrar o significado da advocacia… se saiu melhor que seu antecessor que o sucede, talvez, porque este tenha mais dificuldade em se lembrar que é advogado e pastor!

O único ministro que foi trocado por causa da pandemia, o foi contra a vontade do presidente!

Contudo, todo esse movimento não ajuda o presidente escapar do terror noturno que deve acometê-lo: o pavor de que se não fizer alguma coisa, e ainda não o fez, com o seu mandato, o Lula vai pegar!

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