A delação castigada de Joesley

Colunista Alex Solnik lembra que o empresário Joesley Batista confessou ter subornado mais de 1800 políticos, inclusive Michel Temer, mas caiu em desgraça após vir a público a gravação dele com o diretor da JBS Ricardo Saud que falam "barbaridades" sobre o STF; "Agora, a situação é a seguinte: como ele subornou mais políticos que Marcelo Odebrecht sua pena tende a ser maior que a dele, 19 anos. Sem contar que Odebrecht não insultou o STF. Joesley é o primeiro caso em que uma delação premiada foi convertida em delação castigada", diz Solnik

Empresário Joesley Batista, no aeroporto internacional de Brasília 07/09/2017 REUTERS/Adriano Machado
Empresário Joesley Batista, no aeroporto internacional de Brasília 07/09/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Alex Solnik)

Joesley confessou ter subornado mais de 1800 políticos, inclusive o presidente da República e vários ministros, provou com áudio e vídeo que o presidente é subornável e recebeu a promessa de liberdade ampla, total e irrestrita.

Mas apareceu um grampo estranhíssimo em que ele o seu amigo Ricardo Saud se gravaram falando barbaridades sobre o STF e MPF e ainda por cima entregaram a fita a Janot.

Foram em cana.

Agora, a situação é a seguinte: como ele subornou mais políticos que Marcelo Odebrecht sua pena tende a ser maior que a dele, 19 anos.

Sem contar que Odebrecht não insultou o STF.

Joesley é o primeiro caso em que uma delação premiada foi convertida em delação castigada.

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