A destruição do Estado, Enquanto se distraem com as bizarrices do Bolsonaros

O espalhafatoso governo Bolsonaro é uma verdadeira usina de produção de crises, a confusão entre público e privado nunca foi tão grande. É um governo democrático, com um presidente e 3 filhos numerais que garantem as manchetes negativas em série que tendem ao infinito, invariavelmente, um factoide para apagar outro, seguidos de pedidos de desculpas insinceros anti o estrago.

Favelagem ou toma que o Bolsonaro é seu
Favelagem ou toma que o Bolsonaro é seu

“Mandei fazer de puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na avenida central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer”
(Panis et Circenses – Caetano Veloso/ Gilberto Gil)

O espalhafatoso governo Bolsonaro é uma verdadeira usina de produção de crises, a confusão entre público e privado nunca foi tão grande. É um governo democrático, com um presidente e 3 filhos numerais que garantem as manchetes negativas em série que tendem ao infinito, invariavelmente, um factoide para apagar outro, seguidos de pedidos de desculpas insinceros anti o estrago.

Entretanto, quase desapercebidamente, uma longa agenda de destruição segue sendo cumprida, a despeito de tanta crises internas, guerras entre os partidários, deserções quase diárias, sem que atrapalhe o “sucesso”, é esse o problema. Enquanto se tem o Circo de horrores permanente, atrás do picadeiro, enquanto os palhaços distraem a plateia, o Pão está sendo cortado, reduzido à migalhas.

Proposital ou não, pode ser mero acidente, mas a agenda que emergiu no pós-crise de 2008 está sendo fielmente sendo entabulada, semana a semana.

Todos os direitos trabalhistas, previdenciários foram dizimados, começou com Temer e aprofundado agora. Essa realidade paralela produzida pela família Bolsonaro, não impediu que o Kapital impusesse o mais duro ajuste contra os trabalhadores nos últimos 50 anos.

Parece que nada sobrará dos direitos sociais, o avanço destruidor, sem nenhuma reação, pois os olhos e mentes continuam concentrados nas bobagens e bizarrices do stand up comédia presidencial, sem que se perceba, onde a bola rola, efetivamente.

As privatizações com preço de banana, atraiu, até agora, o kapital abutre, aquele puramente especulativo, no entanto, a entrega do Pré-sal, da Petrobrás, pode trazer uma parte de empresas interessadas na “liquidação geral” imposta por Paulo Guedes, não restará nada de riqueza estratégica, o que levará o Brasil no futuro a uma situação dramática.

O tal Kapital “nacional”, o sócio-minoritário do Grande Kapital, continuará recebendo migalhas, como as captações recentes, de troca de dívidas, sem que haja qualquer investimento efetivo, garantido com as reservas do Estado, garantido que as mesmas famílias mantenham a aparência de riqueza em face da miséria generalizada.

O passo seguinte, comemorado entusiasmadamente por Rodrigo Maia, é a reforma administrativa, a quebra do serviço público, especialmente aquele de qualidade. O ataque irá direto nos pilares que garantiam cérebros importantes às carreiras públicas, a estabilidade, a previdência e os bons salários, com planos de carreiras, tudo isso cairá com a proposta de reforma.

É uma realidade surreal que precisa de mais atenção e, principalmente, formas de resistências, rapidamente o país chegou ao “volume morto”, do ponto de vista político, é uma miséria humana acompanhar o balé esquisito produzido pelos Bolsonaros, não obstante, uma máquina de destruição de Direitos se impôs e nada fizeram, as forças democráticas e populares do Brasil.

É desolador, o que se constata, pouco sobrará para os embates eleitorais futuros, pois, parece que é o único campo de luta que os partidos e as organizações sociais enxergam.

Tragédia e Barbárie, só resta lamentações e risos nervosos. O show continua, faltando apenas um escândalo sexual para apimentar o script do Caos.

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