A direita brasileira se despiu

Os meios utilizados pelos representantes no topo da pirâmide da direita fecal são a arte (depreciação) e, obviamente, de forma correlata, os infans da fase sensorial piagetiana, ou seja, vendem a arte da nudez por pedofilia, desrespeito e ofensa, subsumida ao imaginário hipócrita engendrado pelo pseudodiscurso da moralidade, em "nome de Deus" e da beatitude da família brasileir

Os meios utilizados pelos representantes no topo da pirâmide da direita fecal são a arte (depreciação) e, obviamente, de forma correlata, os infans da fase sensorial piagetiana, ou seja, vendem a arte da nudez por pedofilia, desrespeito e ofensa, subsumida ao imaginário hipócrita engendrado pelo pseudodiscurso da moralidade, em "nome de Deus" e da beatitude da família brasileir
Os meios utilizados pelos representantes no topo da pirâmide da direita fecal são a arte (depreciação) e, obviamente, de forma correlata, os infans da fase sensorial piagetiana, ou seja, vendem a arte da nudez por pedofilia, desrespeito e ofensa, subsumida ao imaginário hipócrita engendrado pelo pseudodiscurso da moralidade, em "nome de Deus" e da beatitude da família brasileir (Foto: Cássio Vilela Prado)

“Vinte dias após o cancelamento da exposição ‘QueerMuseu’ no Santander Cultural em Porto Alegre fruto do ataque por parte da direita, inclusive de apologistas do estupro falando em ‘moral e bons costumes’. Foram mais longe na sua ânsia repressiva, e depois de avançarem contra a diversidade sexual e o erotismo na arte, agora querem proibir a nudez. Do alto de seus perfis do facebook erguidos com bots e fazendas de likes, com auxílio de igrejas e políticos, agitam seus delírios chamando a cena de ‘pedofilia’, mostrando que não só não gostam de museus, mas parecem não conhecer um dicionário, nem a história da arte ou da própria humanidade”[1]. 

Nos últimos dias, a patética direita brasileira resolveu rasgar as suas roupas sujas de sangue e despir completamente a sua ignorância ao se manifestar levianamente sobre a História da Arte: desde a rupestre à arte “pós-contemporânea” de cena, invadindo inadvertidamente o corpo do Outro, da alteridade de todo o tecido social.

Não bastasse apenas a sua profunda insipiência sobre a Historiografia dos povos, das sociedades, das culturas e das Ciências Políticas, agora tergiversa escabrosamente na sensível e sublime área da arte, cuja representação simbólica, por motivos óbvios, não está a seu alcance intelectivo e emocional, haja vista o seu pertencimento colado à natureza animal. O que parece – para não patologizar a decrépita direita brasileira –, talvez seja suficiente dizer, em termos piagetianos, que ela atingiu o máximo de seu desenvolvimento até as operações concretas (3ª fase), ficando bem distante das operações formais (4ª fase), obstruída que está em seu desenvolvimento ao pensamento lógico. Mesmo assim, para lhe ser generoso, devido ao veneno e o fel que exalam, mais coerente seria o seu estacionamento no período sensório-motor (1ª fase):

“Período Sensório-motor (0 a 2 anos): segundo La Taille (2003), Piaget usa a expressão ‘a passagem do caos ao cosmo’ para traduzir o que o estudo sobre a construção do real descreve e explica. De acordo com a tese piagetiana, ‘a criança nasce em um universo para ela caótico, habitado por objetos evanescentes (que desapareceriam uma vez fora do campo da percepção), com tempo e espaço subjetivamente sentidos, e causalidade reduzida ao poder das ações, em uma forma de onipotência’ (id ibid). No recém-nascido, portanto, as funções mentais limitam-se ao exercício dos aparelhos reflexos inatos. Assim sendo, o universo que circunda a criança é conquistado mediante a percepção e os movimentos (como a sucção, o movimento dos olhos, por exemplo)”[2].

Portanto, não há como exigir da direita brasileira a capacidade simbólica para distinguir uma coisa de sua representação, tanto com Piaget quanto com a Etologia, pois a mesma está retida no espelho sensorial com o mundo externo: não pode fazer muito além de defecar, urinar, chorar e espernear diante das frustrações que a realidade e a alteridade lhe impõem. Assim, a direita brasileira encontra-se autoexcluída do campo do discurso e do laço social.

É verdade que pode existir uma pequena parte dessa direita brasileira que, de fato, tenha sensibilidade às artes, às políticas e à alteridade. Porém, neste caso, utilizam a arte para tão-somente deprecia-la, operando um mecanismo perverso: utilizar o Outro (inclusive objetos) como meio, objetivando o seu fim.

E, no caso, quais seriam esse meio e esse fim?

“Elementar” e infantil, meu caro Watson!

Os meios utilizados pelos representantes no topo da pirâmide da direita fecal são a arte (depreciação) e, obviamente, de forma correlata, os infans da fase sensorial piagetiana, ou seja, vendem a arte da nudez por pedofilia, desrespeito e ofensa, subsumida ao imaginário hipócrita engendrado pelo pseudodiscurso da moralidade, em “nome de Deus” e da beatitude da família brasileira.

O mais imoral dessa operação perversa do MBL, Feliciano, Frota e co-devassos libidinosos (recalcados ou explícitos), paradoxalmente, é a tentativa de criminalizar a sexualidade humana do Outro. Condenam no Outro exatamente aquilo que vivem a nu ou tentam recalcar.

E o fim?

Mais “elementar ainda, meu caro Watson” !!!

Apenas um: político! Sinuosamente político!

Com o crescente aumento dos índices de popularidade e a constante elevação de Lula (*Importante frisar aos corpos sensórios-motores acéfalos que Lula, conforme o mesmo já disse, não é uma pessoa, é uma ideia – é uma representação) nas pesquisas para Presidente da República em 2018, apontando-o como favorito absoluto nas intenções de voto do povo brasileiro (o que demonstra que a maioria do brasileiro não é apenas “um sensório-motor piagetiano”, felizmente), o que se vê é a direita baixa brasileira vazar as suas fraldas, lançando suas fétidas fezes e a acidez urinária por todos os lados e tentando atingir aquilo que ela menos poderia entender por natureza, a arte, despindo-se de sua sexualidade que lhe parecia recalcada.

Outro fato que essa operação de achaque à arte e aos artistas traz à luz do dia é a desconstrução do jargão “vai estudar história”. Vê-se, lamentavelmente, inclusive professores de História e outros profissionais “letrados” nos mais diversos campos do conhecimento carregando bandeiras ideológicas, enclausurados em seus discursos balbuciantes sensórios-motores, embora tragam as suas sexualidades perversas projetadas nas telas e nas cenas, explícitas nas praças públicas, nas igrejas, nos museus, nas redes sociais...

Não é de direita quem quer, é somente quem pode!


[1] “18 obras com nudez que se fossem censuradas mudariam a história da arte” – Esquerda Diário, Redação, Edição do Dia, 30 de setembro. Disponível em:

http://www.esquerdadiario.com.br/18-obras-com-nudez-que-se-fossem-censuradas-mudariam-a-historia-da-arte

[2] TERRA, Márcia Regina – “O desenvolvimento humano na teoria de Piaget” (Unicamp), disponível em: http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/d00005.htm

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