A direita ganha na mentira e na corrupção
Agora vão buscar outros nomes da direita e até Aécio Neves voltou a ser opção
A Folha de S. Paulo aderiu de vez à retirada do nome Bolsonaro de seu filho Flávio. Parabéns! Continua “plural” dentro dessa singularidade e “sem partido”, desde que o partido seja o PT. Ainda que o sobrenome inominável continue a ser tabu na Folha, é interessante que os leitores afirmam e reafirmam essa incongruência (ou decisão editorial), mas não há pronunciamento do jornal refutando a questão.
Lembremos que até antes de ontem, Ciro Nogueira era o nome da direita da vez em relação à corrupção. Qual seria o próximo? Flávio Bolsonaro! Sim, ele é o candidato, não apenas para ser o poste do pai na eleição, mas também para que suas rachadinhas se revelem, talvez em versão “master”. E assim se deu por meio do “dark horse” tropeçando, ou trupicando, como se diz na minha terra. Gostaria que fosse completado o mapa de nomes da direita/esquerda que Celso Rocha de Barros iniciou (outros analistas também seguiram o plano) quando das primeiras denúncias envolvendo Daniel Vorcaro para comprovar que a direita continua ganhando de lavada.
Agora vão buscar outros nomes da direita e até Aécio Neves voltou a ser opção. Dos que aí estão, Romeu Zema (Novo) continua apenas “beliscoso”, sem maiores chances. Outro dia, uma pesquisa de intenção de voto dos mineiros em Zema refletiu o momento atual em que popularidade e bom desempenho da economia não estão, necessariamente, se traduzindo em voto. O ex-governador vai mal, muito mal, em sua terra natal. Ao que se vê, o verdadeiro embate político na eleição presidencial se dará nas redes sociais em que um grupo tentará emplacar a mentira, como fez exitosamente em 2018, e o outro tentará combater essa mesma mentira, como conseguiu fazer em 2022.
Por fim, a mídia do capital continua sendo o braço direito da direita e o etarismo contra Lula é mais um desses componentes. Joel Pinheiro da Fonseca, em sua indigesta coluna do início do mês (5/5) fez uma pergunta ambígua e capciosa, forçando a comparação entre EUA e Brasil, e não escondendo seu etarismo ao criticar, mais uma vez, Lula e seu governo: “Lula vai renunciar à candidatura?”.
A campanha eleitoral aqui nem começou e, tirando o presidente, todos os demais são ainda balões de ensaio a depender de acordos partidários que passam por configurações regionais. Sei que não suporta um ex-metalúrgico comandando o Brasil, mas menos em sua sanha opositora, Joel, menos. A verdade passou a ser uma ficção contada pela mentira.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

