A elite macambuzia

A elite brasileira merece vários adjetivos: entreguista, mafiosa, sonegadora, golpista, lesa-pátria. Não há adjetivos do bem para a elite do atraso como a nomeou o sociólogo Jessé Souza

A elite brasileira merece vários adjetivos: entreguista, mafiosa, sonegadora, golpista, lesa-pátria. Não há adjetivos do bem para a elite do atraso como a nomeou o sociólogo Jessé Souza
A elite brasileira merece vários adjetivos: entreguista, mafiosa, sonegadora, golpista, lesa-pátria. Não há adjetivos do bem para a elite do atraso como a nomeou o sociólogo Jessé Souza (Foto: Alexandre Rangel)

A elite brasileira merece vários adjetivos: entreguista, mafiosa, sonegadora, golpista, lesa-pátria. Não há adjetivos do bem para a elite do atraso como a nomeou o sociólogo Jessé Souza.

O Brasil que a maioria da população sonhava em ter acabou, e acabou graças ao golpe de 2016 que foi apoiado por essa elite adjetivada anteriormente que contou obviamente com o PIG, que não é outra coisa senão o porta-voz do retrocesso, da impossibilidade de vermos e termos um país que cumpra de vez o velho chavão: Brasil, o país do futuro.

Mas, como já disse o presidente Lula, que futuro é esse, onde ele está que nunca chega? Pois bem, o futuro havia se tornado presente nos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma. Vivíamos em um país que era considerado por todas as grandes nações do mundo como um exemplo a ser seguido. Havíamos alcançado a tão esperada altivez cantada em nosso próprio hino nacional: "... Fulguras, ó Brasil, florão da América."

Nossa política externa foi capaz de aglutinar nações em torno de um ideal de independência dos ditames da nação do norte do continente americano e criar laços entre nações que estavam distanciadas justamente pela influência dos antigos e atuais colonizadores. Brasil, Índia, China, Rússia, África do Sul, Irã, América Latina (Venezuela, Cuba, Argentina, Uruguai, Bolívia) e demais países africanos (Angola, Moçambique), e o Brasil tinha papel de destaque e liderança nessa união.

A política de aglutinação dos povos, que os governos petistas colocaram em prática era tanto uma política externa, como também e principalmente uma política interna, os povos desse país estavam sendo de fato aglutinados, pois, como a própria sigla do partido coloca, os governos Lula e Dilma governavam Para Todos (PT).

O abismo social que sempre foi e continua sendo um dos problemas centrais do Brasil, estava passando por uma verdadeira revolução onde os mais pobres tinham sido retirados da situação de miséria extrema e já podiam contar com o "luxo" de ter três refeições ao dia. A classe média viu crescer seus ganhos, pois, além da inflação controlada havia empregos para todos, saúde para todos, educação para todos, moradia para todos. E a elite nunca havia lucrado tanto e visto seus negócios se desenvolverem aqui e no exterior.

Mas, essa mesma elite não consegue aceitar que o bolo seja minimamente dividido, ela quer tudo pra si, e quer agora, já. Não há espaço na cabeça dessa elite para uma distribuição de renda mais justa, não há possibilidade de a elite aceitar que os mais pobres tenham direito a três refeições por dia, já imaginou que absurdo pobre comendo em restaurante, nem mesmo naqueles restaurentezinhos furrecas de shopping center. E o abuso de pobre viajando em aviões! E o abuso ainda maior de o filho da minha empregada estudar na mesma faculdade do meu filho, e ainda mais, no mesmo curso!

Para impedir que tais coisas continuassem a nossa elite, utilizando a arma de sempre, o PIG (Partido da Imprensa Golpista), engendrou com o patrocínio Ianque e do seu representante político no Brasil, o PSDB, o golpe de 2016. Colocando em cheque a administração da primeira mulher a ser eleita presidenta do país, e que como todos sabem, não cometeu crime algum para justificar o seu impedimento. Esse golpe como a própria Dilma alertou não tinha como sua única e principal missão derrubá-lá do governo, mas visava acima de tudo roubar nossas riquezas e destruir por completo a nossa economia. Começando o ataque pelo roubo descarado do pré-sal, a maior jazida de petróleo descoberta no mundo nos últimos cinqüenta anos.

O golpe, no entanto, não se restringia a derrubar o governo popular que já estava no poder, havia um objetivo ainda maior e mais perverso, o golpe visa impedir que o povo brasileiro possa escolher em quem votar. O golpe quer instalar no Brasil a democracia liberal de fachada, ou seja, a elite e o deep state norte-americano escolhem através da ditadura de toga quais os políticos que poderão se apresentar como candidatos, e assim, o povo fica restringido a votar naqueles previamente escolhidos pelos golpistas e o PIG faz o jogo parecer verdadeiro.

Assim, criaram-se as operações da polícia federal para mostrar à população desatenta que se tratava do combate à corrupção, e para tanto, foi chamado de volta à cena o tal juiz "imparcial" de Curitiba, ele mesmo, Sérgio Moro. Moro aliás, já havia se envolvido em um escândalo financeiro que faz todos os outros escândalos financeiros desse país parecerem dinheiro de pinga. O Banestado quando de sua "falência" causou um rombo muitas vezes superior do que o mensalão e do que a Farsa a Jato conseguiu levantar até agora em relação aos cofres da Petrobrás. Coincidentemente ou não (!?) o Judge Mourow também estava lá nos julgamentos do Banestado, que aliás deram em absolutamente nada!!

Para que o golpe fosse levado à diante e pudesse perpetuar todos os roubos que estavam por vir era necessário que a classe política se livrasse do incômodo do PT, não era possível colocar em prática tamanho entreguismo com uma presidenta popular e nacionalista no comando, como deixou claro "Esssa Porra" Jucá era necessário um grande acordo com STF e tudo para colocar a frente do governo federal o Michel Temer, o maior traíra de todos os tempos, nem mesmo Joaquim Silvério dos Reis conseguiu ficar à frente de Temer.

Temer e Aécio e a eminência parda Fernando Henrique Cardoso, levaram em dois anos o país a uma situação de completa subserviência aos interesses norte-americanos e a nossa elite macambúzia entrou no barco e deixou o Brasil soçobrar. Vivemos nesses dois anos de golpe o impedimento de Dilma, a prisão sem provas de Lula, o roubo do pré-sal, a entrega da Embraer, a reforma trabalhista que acabou com milhares de empregos, a volta do fogão a lenha, e o retorno de milhares de brasileiros para a mais absoluta miséria.

Hoje a renda e o acumulo de riquezas nas mãos das 06 pessoas mais ricas do país se iguala a tudo o que 100 milhões de brasileiros possuem. Só mesmo uma corja como a comandada por Temer poderia nos trazer a uma situação de tremenda desigualdade.

Temer, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Geddel, Aécio, Serra, Aloysio Nunes, FHC, Sarney, Calheiros são alguns dos nomes mais conhecidos. E fazem partem do grupo de políticos que assaltam os cofres públicos há mais de quarenta, alguns há mais de cinqüenta anos. Mais estes não estão sós, do outro lado do balcão estão os Skaffs, Setúbal, Moreira Salles, Ermínio de Moraes, Lemann, Marinho, Feffer, Civita e outras que sempre se aproveitaram dos depauperados para enfiarem suas garras bem fundo nas riquezas desse país e se apropriarem das mesmas.

E agora, Lula está preso na torre de Moro lá na república de Curitiba, onde as leis promulgadas desde a Constituição Federal (CF) de 1988 não tem valor. E o STF que deveria ser o bastião dessa CF capitulou diante do Judge Mourow e do PIG, mesmo sendo o bandido que é, até mesmo Gilmar Mendes reconheceu publicamente que existe uma 3ª turma do STF que fica na bancada do Globo News. O "Merdal" Pereira, como o nomeu o presidente Lula, é quem determina os votos dos ministros do STF engajados no acordo do "Essa Porra" Jucá continuam impedindo a liberdade de Lula.

O processo contra o nordestino, pobre, metalúrgico, semi alfabetizado que no TRF-4 passou na frente de centenas de outros processos que tramitam a anos nas entranhas daquele tribunal, serviu apenas para confirmar e reforçar o circo armado pela PF de Curitiba, Moro e seu amigos "desembagrinhos" (PHA) com apoio e supervisão da 3ª turma do STF conseguiram cumprir a sua tarefa, prender Lula. E com isso, tentar calar a voz da principal liderança popular do mundo na atualidade.

Lula, porém, é muito maior do que todos os golpes, golpistas, elite macambúzia, PIG, PT, judiciário, PSDB, MDB. Lula é o povo. E o povo tem muito mais força e resiliência do que todos esses aí de cima possam sequer imaginar. Mesmo preso Lula ainda é o político mais conhecido e reconhecido no Brasil, a sua liderança é inconteste. Preferido pela maioria do povo desse país, povo que lá nas ruas de São Bernardo o carregou no colo e não queria entregá-lo e nem deixar que ele se entregasse de mão beijada no colo e nos braços da república de Curitiba, e mesmo agora, continua ao seu lado embalando seus dias e noites na torre da PF, na masmorra do PIG, nas pilantragens do STF. E o grito que sempre se ouve, para desespero dessa elite atrasada, escravocrata, misógina, racista. É o mesmo: Lula Livre, Lula Inocente, Lula Presidente. Lula guerreiro do povo brasileiro.

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