A então mal falada crise brasileira

Convém acrescentar que o Brasil é, economicamente, a 7ª potencia Mundial e tem uma reserva cambial de mais 340 bilhões de dólares, suficiente para pagar 3 vezes a nossa divida externa

Nós estamos vivendo neste momento uma apreciação desenfreada sobre uma crise que dizem ser muito séria e que estamos presentemente vivendo aqui no Brasil.

Fala-se em três aspectos que essa crise ‘vem’ ‘seriamente’ acontecendo: CRISE ECONÔMICA, CRISE POLÍTICA E CRISE SOCIAL. Vou tentar tratar cada uma delas, citadas acima, separadamente e manifestando minha opinião:

CRISE ECONÔMICA: Na realidade o que está acontecendo é uma saturação de bens de consumo no nosso mercado, principalmente os industrializados. Isto não é ‘recessão’ e sim ao contrario, nosso buraco virou para cima e a capacidade nossa de absorver totalmente este excedente está limitado. Fala-se que o PIB está em flagrante e plena desaceleração e em longo prazo haverá fome, miséria e a classe média, que é o sustentáculo da nossa economia, será desmantelada.

Considero isto uma aberração dos prognósticos que certos pseudo-cientistas da nossa política brasileira fazem a respeito. Considero que o potencial econômico industrial do Brasil só poderá aumentar significativamente a médio prazo, com o aumento do contingente da classe media com evidente capacidade de consumo. Isto é absolutamente impossível a curto e medio prazo. Para igualarmos às potências do primeiro Mundo será necessária uma centena de anos. Será que é necessário nos preocuparmos com isso agora? Será que é muito importante nós atingirmos rapidamente um potencial econômico igual ao dos EUA? O planeta Terra não vai suportar isso.

Estamos nós no Brasil num estado econômico dos mais privilegiados de todos os nossos tempos e mais, se retrocedermos a um passado mais ou menos recente.

O que está acontecendo, na minha opinião, é que estamos atingindo um ponto de saturação de crescimento econômico que, sob o ponto de vista antropológico, não poderemos crescer em estado crescente do PIB como foi até no passado bem recente. A crise econômica Mundial também está influindo muito na nossa redução do PIB, somando a nossa saturação. Na minha opinião o nosso PIB vai se estabilizar com crescimento mínimo para atender o crescimento da nossa população pobre brasileira. Poderá, nos próximos anos, o porcentual do PIB ter ainda pequenas quedas mas não influirá absolutamente no poder aquisitivo da classe media, que como disse acima, é o sustentáculo da nossa economia e na administração e capacidade de gerir suas produtividades com eficiência.

A nossa classe media está bem abastecida de bens de consumo e a classe pobre esta plenamente bem atendida nas suas mínimas necessidades. A nossa classe pobre é um agrupamento de famílias considerada das mais pacíficas do mundo, sem recalques, invejas e com outras características maravilhosas, além de uma passividade das mais altas do mundo. Então, qualquer perigo de revolta está absolutamente fora de cogitação. O custo de sua manutenção é muito pequeno, face as suas mínimas reivindicações. Mesmo com o crescimento dos habitantes no Brasil desta classe pobre, não representará quase nada em termos de custo para sociedade.

Sobre a nossa economia brasileira, quero acrescentar que possuímos uma rede Bancaria que é uma das mais sólidas do mundo. Os juros altos que os nossos Bancos cobram têm mais a finalidade de conter o consumo daqueles que podem comprar, do que se locupletar de lucros.
Não devemos esquecer dos depósitos compulsórios que o Banco Central sempre taxa em cima dos Bancos. Mas, quanto mais sólidos os Bancos e Financeiras forem, será bem melhor para nossa economia, já que esse dinheiro não é tirado daqueles que não os têm em relativa abundancia.

Quanto a inflação devemos considerar como ela é calculada aqui no Brasil.

Tomemos como exemplo a França e Estados Unidos da América do Norte.

Não tenho a pretensão de achar que devemos imitá-los. É só uma abordagem para demonstrar que nossa inflação não é tão grave assim.
Na França e no EUA, para o cálculo da inflação eles levam em consideração a grande baixa de preços que acontecem após as festividades Natalinas. Neste dois países e em alguns outros países Cristãos a venda de bens industrializados e outros chegam a ser de 50 a 60% da produção anual do pais, acontecendo no mês de dezembro ou no final do ano.

Nos meses de janeiro e fevereiro o poder aquisitivo da população está em baixa, face o grande consumo alto em Dezembro. Então, os produtos restantes são vendidos em incrível baixa. Já viram, o cálculo da inflação nesses dois países citados acima também cai porque eles computam essas baixas de preços no cálculo da inflação anual.

Não estou dizendo que no Brasil devemos imitar a França e o EUA no procedimento desse cálculo de inflação, mas aqui acontece a mesma coisa, isto é, um grande consumo em Dezembro e grandes baixas em janeiro e fevereiro. Tem até um dito popular maldoso que diz que o Brasil só melhora após o carnaval, ‘esta festa brasileira maravilhosa’. Mas na França e EUA não existe carnaval e esse fenômeno de baixas de preços acontecem nessa mesma época.

Face essa grande desigualdade econômica da população existente no Brasil, esse método de cálculo da inflação citado acima não poderá ser copiado porque o nosso método tem a peculiaridade de diminuir nossa desigualdade financeira, embora lentamente, mas vai acontecendo.

Nossos golpistas argumentam que essa desigualdade tem que ser diminuída rapidamente, mas isso é humanamente impossível.

Ainda sobre a questão da crise econômica, acho muito interessante em citar que as nossas lojas e mercados em geral de repasse das mercadorias continuam vendendo em prazos de 10, 15, 20 meses sem se preocuparem nem um pouco com a inflação. Será que eles, os lojistas, são tão irresponsáveis assim? Ou eles têm conhecimento dessa realidade brasileira.

Fiz, por minha conta, uma comparação de um fogão que comprei há 5 anos atrás a um determinado preço e hoje fui na mesma loja da compra e verifiquei que o aumento constatado no fogão não corresponde à inflação verificada no período acima. O preço atual informado do fogão é menor do valor que se obtém se aplicarmos a correção inflacionaria no período de 5 anos citado.

Convém salientar que o ‘buraco invertido’ da nossa economia que está acontecendo agora vêm causando uma enorme baixa de preços no nosso mercado. Se levarmos isto em consideração a nossa inflação vai ficar ‘negativa’, o que não é nada interessante.

Quanto a questão do desemprego acho que é um assunto serio a médio prazo e é necessário pensar muito neste assunto e não é trocando a Presidência da Nação que vamos resolver este impasse.

CRISE POLÍTICA :

Está havendo realmente uma crise política no Brasil e o que está acontecendo é que o relacionamento entre o Congresso e o Palácio do Planalto não será mais na base do mensalão, prática também usada já há muito tempo sob outras formas. É logico que esse dialogo complicou e não há nenhuma incompetência do Planalto. A Presidência não pode ficar refém do Congresso. O que vai acontecer é que o Congresso terá um desgaste muito grande e deverá procurar se impor nas qualidades intrínsecas que possui e que não são pequenas, aliás, são maravilhosas.

Para exercer seu poder, a Presidência não depende de forma tão ampla do Congresso; ela tem uma autonomia muito grande nesta forma de exercer o poder, neste momento.

Problemas virão, como o desemprego, face a estagnação da economia, que já está ocorrendo e isto deverá ser enfrentado em conjunto com esses dois Poderes. O Congresso vai sentir na pele a importância de pactuar na decisão de solução do desemprego que está pintando e já sentimos que ele, o Congresso, já esta percebendo que não é a deposição da Presidência que vai resolver o assunto, aliás, vai piorar.

O Congresso é um Poder muito importante para a nossa democracia e devemos mantê-lo a qualquer custo.

Aliás, convém citar que o Congresso mantém algumas dezenas de Comissões que tratam de assuntos que à primeira vista nos parecem irrelevantes, mas são muito importantes para o equilíbrio da Nação, citando também, o que é mais importante, a discussão e promulgação de leis muito necessárias ao equilíbrio da Nação.

Os deputados e senadores têm dificuldades no custeio de suas campanhas políticas causadas pelo grau pequeno da instrução média do nosso povo brasileiro. É um problema muito difícil de resolver. Nós precisamos da presença da presença dos políticos nas diversas áreas de administração politica, sejam os Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Vereadores, Governadores, Prefeitos e junto com eles existe a vontade de serem úteis a Nação e que a maioria possui. É a perfeita Democracia que devemos manter a qualquer custo. A maioria da nossa população tem um desprezo muito grande aos políticos, alegando sua intensa vaidade pessoal dentro do desejo de chegarem a esses cargos.

Mas é a falta de cultura ideológica que reina até agora no seio da nossa comunidade. Quanto a vaidade dos homens, trata-se de um atributo nos dado por Deus e que está levando a humanidade a um grande progresso material de forma incrível. Espiritualmente falando, dizem religiosos meritosos, estamos ainda engatinhando, mas isso não vem ao caso agora. Já imaginaram o que seria de uma Nação Democrática sem os políticos ou sem ninguém sem nenhum interesse em reivindicar esses cargos. Seria um desastre.

Considero necessário introduzir nas escolas a matéria da introdução politica e creio que isto será um dos meios para conscientização politica na população a longo prazo. Existem outros meios mais a médio prazo, mas isto cabe aos nossos Cientistas Políticos e de outras áreas ligados ao conhecimento humano.

Está aí um grande desafio às nossas classes de intelectuais ligados à área de estudos humanos para enfrentar essa problemática. Essa comissão de estudos terá a missão de esclarecer à opinião pública o que está realmente acontecendo atualmente no Brasil e, assim, tranquiliza-la, fazendo com que a sociedade se conforme que não há nada de grave pintando no nossso horizonte.

Sugiro que a Presidência da Republica, que está muito consciente desta problemática, convoque ou quase intime esses Cientistas Políticos, sociólogos, antropólogos, economistas, etc. que possuímos dos melhores e outros que são ligados na área social, para se reunirem com urgência e sabedoria para tratarem deste assunto tão delicado que aflige a população brasileir brasileira e definir as prioridades que devem ser atacadas no nosso contexto econômico. Creio que até o nosso déficit orçamentário será resolvido em médio prazo.

CRISE SOCIAL: Esta absolutamente não existe e, na minha opinião, está no contexto explanado acima.

Acrescento também que existe em nós, classe media, um complexo de culpa pelo estado reinante da desigualdade econômica reinante no nosso pais. Isto nos gera uma revolta subconscientemente, gerando protestos em massa da classe média.

Não é nossa culpa a existência de pobres no país e temos que questionar a Deus sobre este assunto. Nós, da classe media, somos, na realidade, o sustentáculo do plano econômico do país e o centro de gravidade da opinião pública.

Convém acrescentar que o Brasil é, economicamente, a 7ª potencia Mundial e tem uma reserva cambial de mais 340 bilhões de dólares, suficiente para pagar 3 vezes a nossa divida externa.

ENCERRANDO esta lauda de opinião, vou me permitir a abordar sobre a questão do desemprego, que tanto nos assusta atualmente.

Na minha opinião, o grande provedor do desempregado é o ‘AUXILIO DESEMPREGO’ e vai equilibrar nossa economia de forma eficiente e até acelerar o crescimento do nosso PIB. Isto é uma afirmação que vai causar muita estranheza a quem está lendo este comentário. Mas eu penso que tenho base para proferir este pensamento.

Estou me baseando numa crise de desemprego que ocorreu no EUA, na década de 60 do século passado. Sabe o que aconteceu? O governo Norte Americano ampliou e intensificou esse Auxílio e os desempregados voltaram a ser ‘empregados’ como se fosse uma férias coletiva e o consumo de bens manufaturados não caiu em proporções elevadas e a economia local não sofreu nenhum abalo, voltando a crescer normalmente e, após, o desemprego caiu drasticamente. Os recursos financeiros que foram usados no EUA para essa providencia, desconheço.

Mas aqui no Brasil existe uma solução, que que no meu ver, será muito eficiente e consiste em baixar os juros da Dívida Interna que tem uma contabilidade muito ‘misteriosa’ e o dinheiro que fica à disposição para aplicações interna seja dirigido quase totalmente na cobertura do Auxilio Desemprego.

Ao contrario de ser um fator inflacionário, será um fator estabilizador da nossa economia. Acredito que os EUA utilizaram essa mesma estratégia para resolver seu problema ocorrido na década de 60. Considero que assim a nossa economia estará bem resolvida sem necessidade da presença do Congresso e não será necessário criar equipes de intelectuais para sugerir providências.

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