A espada está no ar!

Se o medo é de perdê-las, democracia e liberdade, deixo um aviso: já era!

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No início da década de 80, fomos às ruas. Enfrentávamos soldados armados com balas de verdade, prontos para atirar e matar ali mesmo, no chão duro do asfalto, e ainda, estávamos numa ditadura militar, um regime fechado, sem lei e ordem, a não ser a da farda, e sem direitos individuais para nos defender. Éramos jovens destemidos, lutando por liberdade, militantes experientes, lutando por democracia. Nós, jovens, mal sabíamos o que era democracia: nunca havíamos experimentado. Mas, sabíamos que a liberdade morava lá.

Até hoje, lutamos por Democracia e Liberdade. Metade dos brasileiros nem sabe o que é isso, não tiveram livros para ler sobre Elas, Democracia e Liberdade, como nós, jovens classe média dos anos 80. Não construímos um Estado para levá-Las até eles, o povo, que tiveram apenas, um vislumbre, um rasgo do que Elas seriam, ao longo dos governos populares de Lula e Dilma.

A leitura do artigo de Luiz Eduardo Soares, publicado no Brasil247, me trouxe um desconforto estranho. O autor demonstrou temor com os fascistóides de plantão, porque uma manifestação popular, marcada e convocada pelo povo, para ocorrer no domingo, pode ter infiltrados que provocarão vandalismos e servirão de justificativas para decretar estado de sítio.

Estou pasma! Que conversa é essa?! Que medo é esse?!

Se o medo é de perdê-Las, Democracia e Liberdade, deixo um aviso: já era!

A direita sempre deu golpe no país. Sempre lutou contra os direitos da classe trabalhadora. Foi a direita que bloqueou a consolidação da Constituição Cidadã. Foi a direita que destroçou o orçamento público, a CLT, e a aposentadoria do povo. Foi a direita quem prendeu Lula, sem crime e sem provas. Agora, ela se chama extrema-direita, pelo menos uma parte dela, porque afinal, tem outra parte que lembra que democracia liberal e controle do desmatamento é bom para os negócios.

Mas, de fato, o medo deve ser de que todos nos tornemos Lula. No sentido literal, judicial ou metafórico.

Se não resistirmos, vem o golpe. Se resistimos, também! “A espada está no ar, abaixar a cabeça só ajuda à quem quer cortá-la”. Tudo já está no palco, a ribalta está acesa, o número 02 declarou que só esperam a hora, ou seja, ter apoio suficiente; e o Mourão já cantou a pedra, em seu artigo mais recente. Na mesma hora pensei naquele senhor montado no cavalo da PM e os generais da administração central bradando contra o povo e a “anarquia” que provoca. Ai, que revival!

Ao relembrar de Lula, me lembro também que a praça é do povo. E esse significado deveria nos bastar.

#SomosDemocraciaeLiberdade.

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