A esquerda e o estado crepuscular

Não há dúvidas de que durante o governo petista, eminentemente com o ex-presidente Lula, o Brasil avançou muito, como nunca na sua história. Talvez por esse fato irrefutável que a esquerda descuidou-se de seus inimigos, pois imaginava ter o povo nas suas mãos

Não há dúvidas de que durante o governo petista, eminentemente com o ex-presidente Lula, o Brasil avançou muito, como nunca na sua história. Talvez por esse fato irrefutável que a esquerda descuidou-se de seus inimigos, pois imaginava ter o povo nas suas mãos
Não há dúvidas de que durante o governo petista, eminentemente com o ex-presidente Lula, o Brasil avançou muito, como nunca na sua história. Talvez por esse fato irrefutável que a esquerda descuidou-se de seus inimigos, pois imaginava ter o povo nas suas mãos (Foto: Cássio Vilela Prado)
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Desde as manifestações de rua de 2013, a esquerda brasileira, até então no poder, dá um enorme exemplo de como não se deve exercer ‘a política de massa”.

Sem pretender efetuar um retorno histórico, contudo é necessário dizer o nível de letargia narcisista no qual se espelhou a esquerda brasileira, é incapaz de politizar o povo, senão lhe ofertando mercadorias para o consumo (perecíveis e semiduráveis) além de alguns bens socioculturais, numa verdadeira mercancia capitalista, porém mais distributiva com os mais desvalidos sociais.

Não há dúvidas de que durante o governo petista, eminentemente com o ex-presidente Lula, o Brasil avançou muito, como nunca na sua história. Talvez por esse fato irrefutável que a esquerda descuidou-se de seus inimigos, pois imaginava ter o povo nas suas mãos.

Pois bem, essa vaidade foi o grande vacilo da esquerda, muito além das “gambiarras” na Petrobras que ensejou o “mensalão do PT”. “Os petistas” se acharam os novos donos do país.

Não se brinca com um grupo que saqueou o Brasil por mais de 500 anos. Qualquer descuido é fatal conforme vimos com o retorno da bandidagem através do Golpeachment na Democracia brasileira em 2016 e a instalação desse Estado de Exceção indefenestrável até o momento.

E o que é pior: a esquerda continua paralisada, delirando com Lula candidato nas eleições deste ano. Risível, embora triste.

Essa postura mental e comportamental da esquerda foi a mesma que permitiu as manifestações de 2013, o Golpe de 2016, a prisão de Lula… Tentou-se conversar com bandidos na Câmara, no Senado, e agora a esquerda joga todas as suas fichas nos Tribunais de Exceção brasileiros na débil e delirante esperança de reverter a prisão de Lula, ainda ignorando o poder de fogo pesado de seus inimigos que já dominaram todo o campo discursivo e das representações.

Nem para pegar carona no movimento dos caminhoneiros sequer foi capaz. Ao contrário, as lideranças de esquerda do Bra’z’il atual preferiram desqualificar o movimento de todas as formas possíveis, temendo uma intervenção militar, a insurgir-se em coerência com o seu discurso socialdemocrata.

Patético! É como se já não estivesse grande parte do povo brasileiro lambendo as botas dos ‘abacates’ militares pelo país afora, coadunados com o Estado de Terror já vigoroso que assola o Bra’z’il.

Infelizmente, Lula está descartado e a esquerda perdeu o seu discurso histórico e sua práxis nostálgica em troca de um narcisismo infantiloide, imaturo e irresponsável.

Pesquisa eleitoral não vence eleição, principalmente com candidato imaginário.

Agora é somente com o povo e com novos movimentos sociais moleculares que possam contaminar o ‘tecido’ molar.

Aprendamos com a recente mobilização vitoriosa dos caminhoneiros, independentemente do ‘olhar invejoso’ da esquerda bra’z’ileira.

Estaria a velha esquerda tupiniquim num patológico Estado Crepuscularinduzido pelo inconsciente político brazileiro colonial reprimindo a insurgência de uma nova aurora?

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