A face assassina da direita brasileira

A ação de Torquato é claramente um ato de incitação à violência e como tal deve ser tratada e punida pela Justiça brasileira

A ação de Torquato é claramente um ato de incitação à violência e como tal deve ser tratada e punida pela Justiça brasileira
A ação de Torquato é claramente um ato de incitação à violência e como tal deve ser tratada e punida pela Justiça brasileira (Foto: Chico Vigilante)

No Brasil, a cada dia que passa, a direita se mostra muito mais do que reacionária em termos políticos, sociais e econômicos: libera sua face podre de tendência assassina, cruel, desalmada, aquele lado de algoz de seus próprios semelhantes.

Nós, brasileiros que, nos últimos dois anos, testemunhamos a uma escalada impressionante do ódio contra uma presidenta eleita e seu partido, ainda somos capazes de nos indignar diante da truculência demonstrada pelo macacos amestrados do governo Temer.

Os exemplos se repetem e cada vez de forma mais infame. A declaração pública via Twitter do consultor de comunicação e assessor político de Michel Temer, Gaudêncio Torquato, foi a última delas.

Ao lembrar que agosto pode ser o mês de conclusão do processo de impeachment de Dilma no Senado, Torquato escreveu: "Quem foi que deu um tiro no peito em 24 de agosto de 1954? O pais do pobres, Getúlio Vargas. E quem morreu em acidente em 22 de agosto de 1976? JK." E continuou: "Esse mês de agosto é muito anotado na história política do Brasil. Viu, Dilma?"

A declaração do miquinho de Temer caiu como um rastilho de pólvora nas redes sociais. Alguns entram na onda de fúria contra Dilma mostrando o quão podem sofisticar o baixo nível; enquanto de norte a sul do país muitos criticam fortemente Torquato por sugerir o suicídio.

A ação de Torquato é claramente um ato de incitação à violência e como tal deve ser tratada e punida pela Justiça brasileira.

Exatamente como aconteceu com o golpista Bolsonaro, processado pelo STF, por sua apologia à tortura ao votar pelo impeachment da presidenta Dilma, na Câmara.

Ele dedicou seu posicionamento aos militares de 64 e ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do Destacamento de Operações de Informação-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), um dos maiores torturadores do período da ditadura civil-militar (1964-1985), inclusive durante prisão de Dilma Rousseff.

Em manifestações nas redes sociais manifestantes fascistas declararam, por exemplo, segundo reportagem do jornalista Luiz Nassif que "o povo deseja demais destruir e extirpar todos os PTistas do poder de forma definitiva mesmo. (comidinha de piranhas). Se a vaca [Dilma] não for expulsa para o RS definitivamente, alguns populares deverão esquartejá-la em breve."

Não satisfeito com as críticas a respeito das calamidades que escreveu, Torquato sugeriu "aos petralhimas e aos petralhulas que corram antes de receberem veneno contra ratazanas".

Mais uma vez ele prega a violência, o assassinato por envenenamento. Assessor de Temer há décadas, Torquato não demonstra ser criatura das mais brilhantes e suas previsões nunca deram lá muito certo.

Para o jornal Folha de São Paulo partiu dele a iniciativa de que a grande jogada de Temer seria iniciar seu governo com a formação de um "ministério de notáveis".

Pois bem, três dos notáveis já caíram por denúncia de corrupção e outros muitos tantos são alvos certos da Operação Lava Jato, ou outros processos.

Quanto mais os líderes da direita são citados em delações da Lava Jato e se imaginam muito breve vendo o sol nascer quadrado, mais de desesperam e intensificam a onda orquestrada de ataques hipócritas contra Dilma, Lula e os petistas de forma generalizada.

No entanto, o povo não é bobo e já aprendeu a separar o joio do trigo. Prova disso são os inúmeros escrachos organizados contra Bolsonaro, na porta de sua casa e onde quer que ele vá.

O mesmo vem ocorrendo com Gedell Vieira Lima, Roberto Freire, Paulinho da Força, Aloísio Nunes, entre muitos outros traidores da Constituição brasileira e dos direitos dos trabalhadores.

Esses golpistas não andam mais sossegados por aí e estarão sempre tendo que engolir as frases preferidas de manifestações espontâneas contra eles em aeroportos, restaurantes, teatros: fascistas, não passarão.

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