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Yu Peng

Cônsul-geral da China em São Paulo

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A falsa narrativa da "Teoria da armadilha da dívida da China"

"Algumas mídias e políticos dos EUA e países ocidentais não param de espalhar o clichê da 'armadilha da dívida da China'", critica o cônsul-geral da China em SP

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(Foto: Reuters/Thomas Peter)

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Recentemente, registrei que o jornal Estado de São Paulo reencaminhou uma reportagem do Washington Post, que difama a Ferrovia China-Laos, um projeto emblemático da Iniciativa Cinturão e Rota, de criar "armadilha da dívida". Há algum tempo, algumas mídias e políticos dos EUA e certos países ocidentais não param de espalhar o clichê da "armadilha da dívida da China" para difamar a Iniciativa Cinturão e Rota da China, aproveitando problemas de dívida dos países em desenvolvimento, e as observações relevantes são totalmente infundadas.

Se o sapato fica bem ou não, só quem o usa é que sabe melhor. De mesmo modo, cabe aos governos e a população dos países parceiros a avaliar a cooperação com a China. De dezembro de 2021 a agosto de 2023, nos trechos de Laos, a Ferrovia China-Laos movimentou 3,16 milhões de viagens de passageiros e 5,19 milhões de toneladas de mercadorias, e as variedades de mercadorias aumentaram de mais de 100 para mais de 2000, realizando sonho de transformação de um país sem litoral para um país ligado ao exterior por vias terrestres, facilitando as viagens das pessoas, promovendo a produção e a exportação de mercadorias, atraindo um grande número de passageiros e impulsionando a prosperidade dos países ao longo da rota. Dias atrás, o Primeiro-Ministro do Laos, Sonexay Siphandone, ressaltou que a cooperação Cinturão e Rota tem promovido o desenvolvimento socioeconômico dos países parceiros e rejeitou de forma resoluta a difamação de que a Iniciativa Cinturão e Rota havia criado uma "armadilha da dívida".

A China sempre realiza cooperação de investimento e financiamento com países em desenvolvimento sob princípio de abertura e transparência. Segundo as instituições que lideram, o índice de endividamento de nenhum país com a China ultrapassa 25% antes ou depois da implementação da cooperação "Cinturão e Rota". O índice de endividamento de diversos países em relação à China é inferior a 1% durante todo o ano. A China fornece aos países em desenvolvimento empréstimos concessionais a fim de ajudá-los a acelerar seu desenvolvimento econômico.A China age de acordo com as leis do mercado e as regras internacionais e respeita a vontade dos outros. Diferente de certos países, jamais colocamos qualquer restrição política nos contratos de empréstimo nem buscamos interesses políticos egoístas. A China dá importância à sustentabilidade da dívida e lançou em colaboração com os países envolvidos princípios orientadores sobre o financiamento do desenvolvimento do Cinturão e Rota e uma estrutura para a análise da sustentabilidade da dívida para ajudar os países parceiros a melhorar sua capacidade de gerenciamento da dívida. Até agora, nenhum país parceiro aceitou a alegação de que a Iniciativa Cinturão e Rota criou "armadilhas de dívidas".

A China e Brasil são países em desenvolvimento e, igual a vários países latino-americanos e caribenhos, a China sofre há muito tempo com colonialismo, e suas "veias foram abertas", bem como com a hegemonia financeira, e sua função de "formação do sangue" foi prejudicada pelo impacto do dinheiro quente internacional nas duas crises financeiras. A Iniciativa Cinturão e Rota se empenha em cinco áreas de cooperação com outros países: coordenação política, conexão de infraestrutura, facilitação do comércio, integração financeira e vínculo entre pessoas, e de sinergia das suas estratégias de desenvolvimento para compartilhar oportunidades de desenvolvimento e planejar juntos o futuro do desenvolvimento. Estamos dispostos a fortalecer os intercâmbios e diálogos com as mídias brasileiras com base em realidades, aprofundar a compreensão mútua e ajudar os amigos brasileiros de todas as esferas a ter uma compreensão mais abrangente, precisa e profunda sobre a Iniciativa Cinturão e Rota da China, em vez de serem desorientados e perturbados pelas "falsas narrativas" de certas mídias.

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