A farsa Bolsonaro x Globo x Witzel

Jair Bolsonaro, a Globo e o governador do Rio, Wilson Witzel, atuaram, mesmo que em times de cores diferentes, para que a sociedade chegasse ao descalabro que chegou. Acontece que, de tão encardidos, é melhor parecer que não estão juntos

(Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)

As trocas de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro e a Rede Globo, assim como as acusações entre Bolsonaro e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, são artificiais. Todos atuaram, mesmo que em times de cores diferentes, para que a sociedade chegasse ao descalabro que chegou. Acontece que, de tão encardidos, é melhor parecer que não estão juntos.

Enquanto travam suas guerrinhas combinadas, a expectativa é de que saiam todos com a imagem menos prejudicada. A Globo apoia as medidas do governo, mas não assume aproximação com o executivo; o executivo precisa do apoio da Globo, mas  vitimiza-se, dizendo-se perseguido. A verdade é que estão unidos contra nossa soberania.

Quanto ao governador Witzel, a história é mais escabrosa e menos transparente, porque envolve um crime ainda não solucionado. Bolsonaro acusa Witzel de, por conta de uma suposta candidatura à presidência da república, estar manipulando a polícia civil para jogar no colo de um de seus filhos o assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes.

O caso envolve terceiros como o porteiro que, em depoimento, disse que ‘seu’ Jair autorizou a entrada de um dos criminosos ao condomínio no dia do crime, mas que o criminoso teria ido ao encontro do atirador, vizinho do presidente. Depois o porteiro foi intimidado pelo ministro da justiça Sérgio Moro e mudou o depoimento.

A treta entre Bolsonaro e Witzel tem como objetivo a suspeição das investigações pela polícia do Rio, o que levaria à sua federalização e controle pelo governo, afastando as suspeitas que recaem sobre Carlos Bolsonaro, o Carluxo, que visivelmente tenta obstruir a justiça e interferir nas investigações. Aí tem!

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