A Guerra

Em meio à escalada dos conflitos na Ucrânia, Cristine Nobre Leite escreve poema em defesa da paz

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(Foto: Irina Rybakova/Serviço de Imprensa das Forças terrestres ucranianas/via Reuters)


Cipó de Aroeira

A Guerra 

(Mote inspirado no poema "A Floresta" da Khalil Gibran)

Por Cristine Nobre Leite

Já ouvi muita versão
Pra justificar a Guerra
Só o EGOÍSMO encerra
Põe um fim na discussão
O PODER guarda a razão
Maior para esse tormento
Usam gente de instrumento
Numa missão militar
Solto a flauta pra cantar
Ponho o verso de lamento

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Não vejo nenhum motivo
Vejo agressão ao planeta
Guerra é obra do "capeta"
Que a vê como um atrativo
Homem sendo  primitivo
De pouco discernimento
Guerreador odiento
Com seu pior a mostrar
Solto a flauta pra cantar
Ponho o verso de lamento

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Guerra Fria, Guerra quente
Pra Alemão começar
Rússia pra iniciar
Hibrida usando gente
"Estadunidecadente"
Com moda sem cabimento
Atraso, mal vencimento,
Mal hábito secular
Solto a flauta pra cantar
Ponho o verso de lamento

Inventam guerra pra Deus,
Batizam de guerra santa
A minha rima encanta
Quem gostar dos versos meus,
Quem as mãos lançar aos seus,
Dando amor como alimento
Nutrindo um bom sentimento
Fraterno no caminhar
Solto a flauta pra cantar
Ponho o verso de lamento

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Guerra de ideologia
Em prol do imperialismo
Ao longe vejo cinismo
E muita hipocrisia
Meu verso tem pontaria
Fará bombardeamento
Espalho meu pensamento
Arma pronta pra atirar
Solto a flauta pra cantar
Ponho o verso de lamento

Guerra para se ter conquista,
Parte territorial
Afirmam ser natural
Um xadrez de desportista
Com civis em dura lista
Saindo em confinamento
Processo de alijamento:
Gente  pra se desprezar (?)
Solto a flauta pra cantar
Ponho o verso de lamento

São sempre "Podres poderes"
Como a canção do Caetano,
Inspirado ,sem engano
Nela cumpriu seus deveres
Verdade lançou aos seres
Sem nenhum constrangimento
Fato não quer argumento
Não é pra se duvidar
Solto a flauta pra cantar
Ponho o verso de lamento

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Um Ser é centelha divina
Vida é dádiva , presente
O opressor não pressente
O que na guerra culmina
Não quer saber se termina
Quer dar-lhe enfim andamento
Gibran gritou com talento:
"Conquista quem sabe amar"
Solto a flauta pra cantar
Ponho o verso de lamento

Cristine Nobre Leite, 28/02/2022

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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