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Adilson Roberto Gonçalves

Pesquisador científico em Campinas-SP

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A guerra do ódio e da desinformação

O conflito Israel-Palestina pode até ser rotulado de guerra santa, mas não há santos em nenhum dos lados

Ataques Oriente Médio (Foto: Mohamed Al Masri (Divulgação) via Federação Árabe Palestina do Brasil (rede social))
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A guerra começou, de forma inédita, em desfavor aos israelenses quanto ao número de mortos, já invertido. A criação artificial de dois Estados na Palestina é a mais lógica se considerarmos apenas a história recente da região, mas foi só 50% eficiente e Israel tem se mantido há 75 anos por meio das armas com expulsão da então maioria árabe/palestina. Conforme retrocedemos no tempo, ora a região é predominantemente árabe, ora judaica. Contrariamente aos jornalões, que não citam que o Hamas se originou na resistência às ocupações ilegais e criminosas de Israel, é necessário realçar o veto recente dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU à proposta do Brasil. Os interesses armamentistas são vários e de grupos não necessariamente envolvidos no conflito, haja vista, por exemplo, o aumento do preço do petróleo. A guerra parece interessar a muito mais gente do que a paz.

A Folha de S. Paulo foi uma das primeiras a apoiar um dos lados, mesmo com comprovação de manipulações, desinformação e ações que podem ser consideradas como crimes de guerra. A avaliação do ombudsman daquele jornal comprova que, numa guerra, a primeira vítima é a verdade. Quando a opinião do veículo de informação vem antes dos fatos, qualquer justificativa para classificar ou não um grupo ou ação como terrorista é válida.

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Ainda bem que vozes balizadas vêm em defesa da causa palestina, juntando especialistas em artigos na grande mídia e manifestantes nas ruas. Estudiosos que são, os docentes da USP, que assinaram recente texto em defesa dos palestinos, sabem também que a complexidade da questão reside em fatos políticos e econômicos, e a lógica da divisão acordada internacionalmente para a coexistência pacífica de dois Estados esbarra nesses outros interesses. O conflito Israel-Palestina pode até ser rotulado de guerra santa, mas não há santos em nenhum dos lados.

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