A história do avião de Maduro para Cuba e o jornalismo do Departamento de Estado dos EUA

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estava pronto para deixar o país na manhã de ontem, 30, mas que teria sido convencido pela Rússia a permanecer em Caracas. A informação é mais um capítulo das fake news divulgadas pelo Departamento de Estado Americano em relação à Venezuela

A história do avião de Maduro para Cuba e o jornalismo do Departamento de Estado dos EUA
A história do avião de Maduro para Cuba e o jornalismo do Departamento de Estado dos EUA (Foto: Reuters)

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estava pronto para deixar o país na manhã de ontem, 30, mas que teria sido convencido pela Rússia a permanecer em Caracas.

Para dar ares de realidade a sua fala após mais uma tentativa fracassada de golpe patrocinada pelos EUA, Pompeo ainda disse que Maduro tinha um avião estacionado ao lado de onde se encontrava e que seu destino seria Cuba.

A informação é mais um capítulo das fake news divulgadas pelo Departamento de Estado Americano em relação à Venezuela.

Durante toda a manhã de terça-feira a assessoria de imprensa do órgão alimentou os veículos de comunicação e jornalistas alinhados aos EUA, como os comentaristas da GloboNews, com a história de que Guaidó tinha o apoio de todo o comando das Forças Armadas. E que dessa vez Maduro estava derrotado.

Quem assistiu a análises, por exemplo, de comentaristas como Ariel Palácios, que pela manhã já falava sobre os rumos da nova Venezuela, ficava com a narrativa criada por Pompeo.

Quando ficou claro que tudo não passava de mais uma tentativa fracassada da oposição golpista e que Guaidó não tinha nem uma dezena dos 2 mil generais do país a seu favor, houve cobrança por parte desses jornalistas. Principalmente dos europeus e americanos. Foi neste momento que a versão do avião para Cuba e da ordem da Rússia surgiram.

A versão caiu como uma luva para a narrativa dos jornalistas que embarcaram na versão do sucesso do golpe de Guaidó. Todos deram como se isso justificasse suas analises equivocadas. E há ainda os que chamam isso de jornalismo profissional. Triste jornalismo.

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