A ideia que está do lado justo da história

Lula é uma ideia reverenciada nos quatro cantos do mundo e compreendida como um prisioneiro político. A Lava Jato, quanto mais avança, revela sua farsa

São Bernardo do Campo SP 07 04 2018 O ex presidente Luiz Inacio Lula da Silva depois da missa no braço do povojanela do sindicato dos Metalurgicos do ABC Foto Paulo Pinto Fotos Publicas
São Bernardo do Campo SP 07 04 2018 O ex presidente Luiz Inacio Lula da Silva depois da missa no braço do povojanela do sindicato dos Metalurgicos do ABC Foto Paulo Pinto Fotos Publicas (Foto: Enio Verri)
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Os atos e as narrativas dos personagens do recente período histórico brasileiro vão se consolidando na inexpugnável condição histórica, num processo de embate político entre os personagens, no qual não há troca de flores. Trava-se uma renhida luta de classes entre os despossuídos e meia dúzia de famílias que detêm 50% da renda de 100 dos mais de 200 milhões de brasileiros. Há um abismo de desigualdade entre os bilionários e quem produz a riqueza do mundo, a classe trabalhadora. E o Brasil é campeão mundial na categoria. Instituições de Estado e privadas e seus representantes já têm seus lugares definidos na história.

De um lado está a elite mais tacanha do mundo. Ela controla não apenas a comunicação do País, mas também o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e os órgãos de fiscalização e controle. Tem como aliada uma classe sadomasoquista que, de tanto almejar ser elite, se sente assim quando compra um carro dividido em quatro anos e uma casa em 20 anos. Trata-se da classe média, contaminada pelos veículos de comunicação de ignorância e ódio, defende a elite e recebe em troca o direito de não ter a porta da sua casa chutada pela polícia, como acontece onde mora uma das seis milhões de empregadas domésticas que as servem.

Do outro, estão as forças progressistas do País, cujo maior expoente é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A caça ao Lula é a reação da elite, que não admite que a Senzala aprenda a ler e se emancipe. Para calar essas forças, elegeu-se Lula como inimigo número um do País, dando-lhe, desde 2014, mais de 70 horas de "Jornal Nacional" e cerca de 80 capas de revistas semanais, com uma diuturna e demoníaca campanha de difamação, atribuindo a ele um apartamento sem qualquer registro que comprove a propriedade do Lula, ou de sua família.

O que está em jogo é a possibilidade da ideia de o Brasil não mais voltar ao Mapa da Fome, de onde saiu, em 2012. Falamos de um País cuja área agricultável é de 61 milhões de hectares e os recursos energéticos, como água, petróleo, ferro, entre outros, são admirados por uns e cobiçados por outros países. Nações centro de poder usam suas potencialidades energéticas e competências para o desenvolvimento do seu povo. O que a vergonhosa elite brasileira tenta matar é a ideia de o povo brasileiro ter a autoestima suficientemente alta para compreender que tem direito a escola boa, hospital bom, transporte, trabalho e lazer dignos.

Lula é uma ideia reverenciada nos quatro cantos do mundo e compreendida como um prisioneiro político. A Lava Jato, quanto mais avança, revela sua farsa. A operação causou um prejuízo de R$ 140 bilhões ao País e agora se vê acusada de ser corrupta. Baseada em convicções de um Power Point colegial, em delações arrancadas sob ameaças de eterno confinamento e em uma matéria de um veículo de comunicação interessado no golpe, ela existiu exclusivamente para tentar prender a ideia de, por exemplo, um programa mundialmente premiado que, para cada R$ 1,00 investido, ele devolve ao PIB, R$ 1,78.

Lula pediu enfaticamente para não deixar a camarilha Temer entregar a Eletrobras, nem a Petrobras, os Correios, os bancos nacionais, entre outras ferramentas fundamentais para a ideia de hidrelétricas, escolas, moradia popular digna e para realizar as reformas necessárias, como a agrária e a da comunicação. Lula não é perseguido por causa de um apartamento que não é dele, mas por ter ousado disputar o espaço de decisões políticas com a elite. Antes de deixar o Sindicato, Lula disse que o Judiciário e o Ministério Público hão de ser ocupados por brasileiras e brasileiros saídos das periferias e dos moimentos sociais deste País, quando a justiça deixará de ser caolha.

Getúlio Vargas tirou a vida. Porém, para o desespero da apequenada e vacilante personagem histórica do Supremo Tribunal Federal, do juiz, promotor, investigador e escravo da mídia controlada pela elite financeira e da comprometida Força Tarefa, Lula foi arrancado dos braços do povo para se consolidar como um prisioneiro político. Já os seus algozes terão o lugar reservado aos medíocres e indignos. Tentam trancar em uma sala o portador da ideia de que este País tem condições humanas, tecnológicas e energéticas para ser um dos grandes global players. Isso vai depender da consciência que os brasileiros têm das suas potencialidades e do que já foi realizado.

O ministério de notáveis entreguistas pretende entregar às nações centro de poder um pacote com mais de 50 empresas estratégicas para privatizar, com a expectativa de arrecadar pouco menos de 50 bilhões. Esse valor é 1/3 do déficit primário e quase oito vezes menos que os R$ 370 bilhões que valem a Eletrobras. Mas, para além do seu valor monetário e de suas instalações físicas, está em jogo a ideia da soberania dos brasileiros para decidir como e onde investir os seus recursos, como feito nos governos do PT, quando estávamos construindo navios, aviões, submarino nuclear, plataforma de petróleo, acelerador de partícula, entre outras tecnologia, como satélite.

A ideia que a elite persegue já se consolidou entre a maioria da população do País. Entre o 1,7 milhão de estudantes que teve acesso à formação universitária, via PROUNI; entre as 36 milhões de pessoas que saíram da miséria; entre os 20 milhões de empregados com carteira assinada; entre as mais de quatro milhões de famílias que conquistaram o direito à moradia minimamente digna, pelo programa Minha Casa Minha Vida. Os lugares na história estão indelevelmente reservados na história. Bom estar do lado da ideia de um Brasil para todas e todos.

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