A inexplicável tolerância de um povo que era intolerante

Por onde andam os paneleiros intolerantes e suas panelas fascistas? Cadê a indignação da moça no posto de gasolina e da outra, diante de uma bandeira do Japão? Onde estão aqueles que me mandaram para Cuba?

(Foto: Antonio Cruz - ABR)

A tolerância que a população está tendo com o desastre que é o governo Bolsonaro, foge da razoabilidade quando comparada ao grau de cobrança que fizeram à Presidenta Dilma no caso das pedaladas, e ao Presidente Lula nas acusações sem provas, na apresentação do PowerPoint no decorrer da Operação da Lava Jato.

Jair Bolsonaro construiu, em onze meses de mandato, uma coleção de despautérios, de crimes contra a administração pública e de responsabilidade; confessou obstrução de justiça, envergonhou o país mundo afora, ignorou as queimadas na Amazônia e o derramamento de óleo em águas nordestinas; desprezou pobres, índios, e deu o start para a injusta reforma da previdência e saque ao pré-sal.

A família está evidentemente ligada aos milicianos no Rio. Alguns foram condecorados na ALERJ por Flávio, que empregava parentes dos criminosos em seu gabinete. O assassino da vereadora Marielle e do motorista Anderson é vizinho de Bolsonaro, seus filhos foram namorados, o cúmplice do assassino entrava no condomínio dando como destino a casa do presidente.

A agenda neoliberal de Paulo Guedes, o que disse que “pobre não sabe guardar dinheiro”, compara o Chile à Suiça, mas está arrastando o país para uma inevitável sangria econômica e convulsão social.

Por onde andam os paneleiros intolerantes e suas panelas fascistas? Cadê a indignação da moça no posto de gasolina e da outra, diante de uma bandeira do Japão? Onde estão aqueles que me mandaram para Cuba?

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