A Justiça é cega, mas enxerga quando quer?

Além do “mar de privilégios”, que vemos diariamente a mídia despejar sobre nós, são perceptíveis as ações com viés pouco democrático advindas do poder da toga. Observando o viés autoritário, vemos a distância que este poder tem da população

Além do “mar de privilégios”, que vemos diariamente a mídia despejar sobre nós, são perceptíveis as ações com viés pouco democrático advindas do poder da toga. Observando o viés autoritário, vemos a distância que este poder tem da população
Além do “mar de privilégios”, que vemos diariamente a mídia despejar sobre nós, são perceptíveis as ações com viés pouco democrático advindas do poder da toga. Observando o viés autoritário, vemos a distância que este poder tem da população (Foto: Rafael Galvão)

Observando o andar da carruagem da política, cada vez mais judicializada, chego a conclusão que estamos a um passo de um estrangulamento institucional.

Quando a Justiça não vai bem, a Democracia corre sério risco. Foi assim na História mundial e será também no Brasil se não tivermos o mínimo de cuidado neste obscuro momento da vida nacional. Como já disse Rui Barbosa: “A pior ditadura é a do Judiciário. Contra ela não há a quem se possa recorrer”.

Além do “MAR DE PRIVILÉGIOS”, que vemos diariamente a mídia despejar sobre nós, são perceptíveis as ações com viés pouco democrático advindas do PODER DA TOGA. São chuvas e mais chuvas de privilégios que incluem “auxílio isso”, “auxílio aquilo” e “auxílio aquilo outro”. São tantos os penduricalhos ao salário que parece uma folia! É uma folia de reis. Aliás, deve ser por isso que se chama Corte!

Observando o viés autoritário, vemos a distância que este PODER tem da população. Fora os absurdos como: se prender um homem pobre, negro, que estava em uma manifestação e levava em sua mochila produtos de limpeza sem cupom fiscal. Pior ainda é condená-lo! O caso de Rafael Braga é conhecido. Cantado em verso e prosa! E por que prender e CONDENAR um inocente? A polícia o prendeu. E a Justiça o condenou!

Fora o processo com rito anômalo como o do ex-presidente Lula. Eivado de motivações políticas. Pelo menos assim que nos apercebemos. Aliás, muita gente vê assim, inclusive o jornalista Reinaldo Azevedo, adversário político de Lula, há muitos anos.

Um Judiciário apartado da JUSTIÇA e abraçado aos privilégios é uma aberração que fragiliza os pilares de uma Democracia jovem e insegura! Essa insegurança jurídica, se não controlada a tempo, pode nos levar à barbárie.

O Judiciário não pode sofrer de "rubrofobia" ou fobia de qualquer outra cor. Aliás, não pode ter cor. Não pode e não deve ser partidarizado! Os juízes devem ser os Guardiões das Leis! Venerar a Justiça e servir com retidão, imparcialidade e impessoalidade. Salvador Allende já dizia: ""Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante todos. " Isonomia! Como preconiza nossa Constituição, já tão alvejada à tiros, em seu artigo primeiro.

Na abertura dos trabalhos do Poder Judiciário, realizado nesse último dia, primeiro de Fevereiro, a Presidente do Supremo, Carmem Lúcia, disse que... “É inadmissível desacatar a Justiça...” numa clara referência a Lula e seu partido que vem questionando as decisões e os ritos judiciais. A pergunta que não quer calar: Estamos ou não num “país livre”, num país democrático? Um cidadão, seja ele quem for, não pode questionar as ações de um servidor público? O juiz é ou não é servidor? Onde questionar é desacatar? Desacatar é afrontar. É menoscabar. É vexar, desrespeitar. É faltar com o devido respeito! Onde e quando isso ocorreu?

Não se quer desrespeitar o Poder que é, e deve ser, a salvaguarda da Democracia brasileira. Pois não existe Democracia sem Direito. Não existe Democracia sem Justiça. Questionar é interagir, pensar, rediscutir papéis. Questionar só é afronta quando as instituições tornam-se instrumentos da opressão. Quando são antessala da tirania e do arbítrio. E ninguém quer isso.  Acredito que nem o Judiciário!

Que o Governo das Leis e não dos homens impere! Que o Governo das Leis e não dos juízes paire sobre nós! Mais ética e provas e menos convicções. Aí sim, seremos justos e perfeitos!

Evoco o bom senso! Evoco o espírito público! Evoco o espírito de todos os democratas que lutaram e deram suas vidas para que a bandeira da Democracia tremulasse nos céus brasileiros. Que seus exemplos nos iluminem nesse momento obscuro e beligerante da História do nosso glorioso e amado Brasil! “Que as armas não falem” e que os justos não se calem!

“Que o injusto cometa ainda injustiça, o sujo continue a sujar-se. Que o justo pratique ainda a justiça e o santo continue a santificar.” (Apocalipse 22,11) Bíblia de Jerusalém.

 

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