A Juventude brasileira sob ataque. Isso tem que acabar!

O triste e crescente caso de morte de jovens negros e pobres é nada mais do que o produto de um processo de construção de uma sociedade desigual onde as velhas estruturas são mantidas ainda hoje e onde pobreza e a discriminação, heranças da sociedade escravagista não foram superadas

O triste e crescente caso de morte de jovens negros e pobres é nada mais do que o produto de um processo de construção de uma sociedade desigual onde as velhas estruturas são mantidas ainda hoje e onde pobreza e a discriminação, heranças da sociedade escravagista não foram superadas
O triste e crescente caso de morte de jovens negros e pobres é nada mais do que o produto de um processo de construção de uma sociedade desigual onde as velhas estruturas são mantidas ainda hoje e onde pobreza e a discriminação, heranças da sociedade escravagista não foram superadas (Foto: Jefferson Lima)

Existem coisas na vida que de tanto se repetir acabam por se tornar natural e assim deixam de ser um problema, transformando-se em realidade. Assim tem sido com os ataques sofridos pela juventude da periferia, a cada dia um novo caso lamentável para nos indignarmos ora 12 no Cabula (Bahia) ou 5 fuzilados no Rio de Janeiro. E a pergunta que fica é: Isso é natural?

O triste e crescente caso de morte de jovens negros e pobres é nada mais do que o produto de um processo de construção de uma sociedade desigual onde as velhas estruturas são mantidas ainda hoje e onde pobreza e a discriminação, heranças da sociedade escravagista não foram superadas.

Dai residem a estruturas que hoje motivam uma geração a lutar, a ordem do dia é não retroceder e conquistas mais direitos, quando falamos na campanha presidencial de 2014 em mais mudanças e mais futuro foi porque reconhecemos que o Brasil passo na ultima década por um processo de transformação profundo, onde o padrão de vida das trabalhadoras e trabalhadores foi elevado a um novo patamar de exigências, possibilitando o surgimento de novas reivindicações, o que apresentou-se através de uma população mais consciente e exigente.

No entanto as velhas construções sociais ainda permanecem intactas, o que tem provocado tensões e lutas que por mais recentes que aparentem ser, expressam contradições históricas que representam limites a construção de um novo Brasil. O que aponta com maior clareza para as lutas a serem encampadas no próximo ciclo.

A juventude brasileira está sob ataque, o futuro de uma geração corre risco, Mais mortes dos negros, indígenas, quilombolas, mulheres jovens do Brasil!

A homofobia que mata os jovens LGBT. Foram registradas quase 500 mortes o que, resulta a média de um assassinato a cada 27 horas.

A crise política e econômica está levando a juventude para 20% dos desempregados no Brasil. É hora de colocar o peso do financiamento do Estado sobre a injustiça tributária brasileira, os ricos que paguem por essa crise.

Mesmo com os desafios impostos por esse difícil momento econômico vivido no país, atravessamos no campo da politica por uma crise ainda maior, essa ataca direitos básicos adquiridos e impede a conquista de novos direitos presentes na ordem do dia. Eduardo Cunha, representa o fortalecimento do machista, da homofobia, mais fundamentalismo com menos direitos para os trabalhadores e trabalhadoras.

Queremos o Fim dos Autos de Resistência que só escondem a guerra dos contra os pobres, não aceitaremos a redução da maioridade penal. Fora Cunha e sua pauta conservadora! Queremos um Brasil de todos e todas!

Chega de prisões arbitrárias e seletivas em todo Brasil! Chega de crimes ambientais! Quatro jovens militantes do MST foram detidos após uma intervenção na Câmara dos Deputados, em Brasília, em solidariedade às vítimas de Mariana.

Enquanto a Vale do Rio Doce comete crime ambiental e só preso quem protesta ?

Diante de tantas incertezas cresce por toda parte o individualismo e o preconceito, a xenofobia, a homofobia, o machismo e o racismo, somam-se a uma verdadeira onda conservadora pautada por uma agenda de retrocessos cujo qual precisamos unir forças e combater. Isso tudo ameaça democracia e o futuro do Brasil.

Não aceitaremos nenhum Golpe. Somos movidos a sonhos, os quais funcionaram como combustível de uma geração que não hesitou em lutar por democracia e aspirou viver num mundo melhor.
Mais do que nunca a juventude clama por mais direitos e mais mudanças.

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