A mulher nas eleições de 2018

O campo progressista está bem representado por mulheres de conhecida competência política; para a eleição de outubro, o Partido dos Trabalhadores impressiona com a participação da mulher buscando mais espaço para o fortalecimento nas lutas

A mulher nas eleições de 2018
A mulher nas eleições de 2018 (Foto: Manoel Marques/imprensa-MG)

Quem é a mulher de 2018? Ou melhor, quem são as mulheres de 2018? Porque somos várias. Somos singulares e plurais. Somos líderes, mães, esposas, governantes, feministas… Somos de todas as identidades de gênero e orientações sexuais, de todas as raças e etnias… Somos o que Eu mulher define, no pertencimento de uma subjetividade singular e da objetivação da individualidade, enquanto ser social e político. Não abrimos mão de exercer nossa liberdade, de viver da forma como entendemos ser a mais adequada. 

Nós, as mulheres, estamos assumindo nosso lugar de fala e o protagonismo. Não aceitamos que mais ninguém – a não ser nós mesmas – tente criar conceitos de gênero. Não seremos mais definidas, limitadas, subjugadas, interpretadas externamente... Não abriremos mão da autonomia identitária. Uma ação, que é também, e sobretudo, política.Afinal, a excelência da democracia se dá quando todos têm condições de decidir ativamente sobre os rumos da sociedade. Antes, porém, é necessário que a autonomia sobre nós mesmas esteja garantida, que sejamos percebidas não apenas pelos corpos, mas e sim, pelo intelecto, pela emoção, pelo caráter do Eu. 

A mudança de postura passa também pelo autoconhecimento e a autovalorização. Por isso nós, as mulheres paranaenses de 2018, entendemos que é um passo fundamental termos representatividade na política tradicional. Em um ambiente historicamente sexista, como o Congresso Nacional, a presença feminina por si só é revolucionária. Ampliando, qualificando e pluralizando o debate, vamos continuar a moldar uma sociedade menos desigual para nossas filhas e netas.

O campo progressista está bem representado por mulheres de conhecida competência política. Para a eleição de outubro, o Partido dos Trabalhadores impressiona com a participação da mulher buscando mais espaço para o fortalecimento nas lutas. 

Na chapa para a vice-presidência da República, o PT conta com a competentíssima Manuela D’Ávila, do PCdoB do Rio Grande do Sul. A filósofa Marcia Tiburi é a novidade positiva nessa eleição, é candidata ao governo do Rio de Janeiro. A senadora Fátima Bezerra, segundo as pesquisas, será a próxima governadora do Rio Grande do Norte. Marilia Arraes, de Pernambuco; a senadora e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, do Paraná, e Maria do Rosário, do Rio Grande do Sul, são nomes fortes e concorrem a vaga para a Câmara Federal. Em Minas Gerais, Dilma Rousseff é favorita para o senado. 

São dezenas de mulheres de todos os estados, que buscam ampliar a participação da mulher no Congresso Federal. No Paraná, Mirian Gonçalves concorre a uma vaga no Senado, ela está recebendo o apoio de mulheres que estão criando um coletivo por sua candidatura. São mulheres conscientes de sua condição e querem uma representante da mulher, das famílias, do trabalhador paranaenses, que lute também por inclusão e Justiça Social, e no combate ao desemprego. Mirian Lutou pela democratização do país, junto aos movimentos populares durante o regime militar, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores – PT, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Atua há vários anos na defesa do direito dos trabalhadores e na luta pelos direitos humanos. Mirian é mulher. Mirian é Lula. E aqui firmamos o compromisso de ajudá-la a ser a voz de muitas. 

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