A necessária e urgente mudança da nossa consciência

Mais um 20 de novembro e mais um ano sem grandes mudanças na consciência social que envolve a luta do povo preto!

(Foto: Reprodução/artigo Gustavo Yuri Bortoluci)
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Temos visto cada vez mais o quanto ainda precisamos evoluir quando tratamos do racismo, existe um passo muito importante a ser dado que implica em nós enquanto sociedade cedermos o lugar de fala para quem sofre na pele, quem sofre na origem.
Antes de teorizar em maravilhosas salas com ar-condicionado ou em belíssimos apartamentos com vista pro mar, precisamos vivenciar o povo preto e periférico que ainda não se sente e não é representado em nenhuma esfera social.

Para a sociedade em geral cada vida preta que morre na periferia ou nos grandes centros urbanos são apenas números, mas para os que convivem e vivenciam de perto, essas vidas têm nome e sobrenome, têm sonhos, têm família.

Precisamos ceder o lugar de fala para os que sofrem na origem, pois é muito fácil opinar sem estar na pele de quem sai de casa para trabalhar e não sabe se voltará, ou de quem sai pra passear com a família e tem seu carro alvejado por mais de 80 tiros pelo exército. Ou quem tem seu guarda-chuva “confundido” com um fuzil e é morto. Muito pior é estar em casa brincando e ser morto por um tiro de quem deveria te proteger, mas te extermina.

Vale ressaltar que nessas eleições municipais de 2020 o Brasil vivenciou um aumento dessa representatividade tão necessária e importante, mesmo que pequena, mas que nos reacende a esperança de que essa luta aconteça onde, de fato precisa acontecer, na representação política. Mais de 56% da nossa população no Brasil se declara negra, logo deveria ser maioria nas câmaras país afora, porém estamos lidando com um preconceito estrutural e é necessário a consciência e luta de toda a sociedade para que um dia alcancemos esse objetivo.

Portanto para seguirmos avançando na luta contra o racismo não basta apenas não sermos racistas, mas sim antirracistas. Precisamos doar nossa existência com resistência para aqueles que não existem perante a sociedade. A necessária e urgente mudança da nossa consciência.

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