A nova epístola de Pedro aos petroleiros é um verdadeiro escárnio com a categoria

Por que Parente não consultou a opinião dos petroleiros antes de fechar a "parceria" com a Total? Para que carta agora se o negócio já está consumado?

Presidente da Petrobras, Pedro Parente
Presidente da Petrobras, Pedro Parente (Foto: Cláudio da Costa Oliveira)

No último dia 02 de março o atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, enviou nova carta aos petroleiros. Na verdade Parente já enviou diversas cartas aos funcionários da companhia, todas repletas de mentiras e afirmações insustentáveis para quem conhece a empresa e sua história, como é o caso dos petroleiros. Em função disto, hoje, quando se pronuncia o nome 'Pedro Parente' na Petrobras, os petroleiros perguntam: Quem? O carteiro?

Nesta última missiva, Parente tenta convencer a categoria de que fez um excelente negócio para a empresa com a recente "parceria" com a francesa Total. Mas o blá, blá, blá de Parente não convence ninguém. Até os mais fanáticos dos "coxinhas" estão ficando com dificuldades para aceitar as explicações deste cidadão. Por que Parente não consultou a opinião dos petroleiros antes de fechar a "parceria" com a Total? Para que carta agora se o negócio já está consumado?

Por que Parente não consulta a opinião dos petroleiros, sobre a venda da NTS, da Liquigás e de Carcará? Todas feitas de forma ilegal e sem nenhuma justificativa técnica, e os petroleiros estão muito conscientes disto.

Por que Parente não consulta os petroleiros sobre sua intenção de vender a BR Distribuidora que, segundo a revista Exame (jul/2016), é a segunda maior empresa do Brasil, superada apenas pela própria Petrobras?

Mas é claro que Pedro Parente não quer saber da opinião dos petroleiros, pois ele já sabe que os mesmos já identificaram que o atual plano de negócios (PNG 2017/2021) foi feito para levar a empresa à auto destruição, através do seu desmantelamento.

Não só os petroleiros, mas qualquer brasileiro medianamente informado, assistindo ao projeto lesa-pátria em andamento na Petrobras, se pergunta: onde estão os Poderes Públicos, as Instituições brasileiras que não combatem tudo isto?

Alguma esperança existe, pois o próprio Pedro Parente é réu em ação popular civil desde 2001 (processo nº 2001.71.12.002583-5) que corre na 2ª Vara Federal de Canoas (RS), onde aguarda julgamento por um prejuízo de R$ 2,5 bilhões causado à companhia. Quem sabe o julgamento seja concluído pelos juízes gaúchos, nos livrando desta figura nefasta.

Outra esperança é o processo que corre no Tribunal de Contas da União (TCU) que através de medida cautelar paralisou todas as vendas de ativos da Petrobras, desde de dezembro de 2016. O processo deverá voltar à pauta no próximo dia 15, segundo informa hoje o "Estadão". Mas a postura do TCU nos leva a desconfiar de suas intenções, pois este tribunal hoje já deveria estar processando Pedro Parente pelas vendas ocorridas fora da lei e não apenas falando em vendas futuras.

Mais uma esperança é a representação feita pela FUP e parlamentares de oposição junto à Procuradoria Geral da República (PGR), pedindo a suspensão imediata da venda de ativos da Petrobras.

Resta-nos pedir a Pedro Parente que pare com as epístolas, pois não vão levar a nada e os petroleiros têm mais o fazer.

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