A Operação Lava Jato e a Casal

Ao que parece, o modelo de funcionamento das campanhas foi desnudado, ainda mais quando isso pode ocorrer com empresas citadas no suposto esquema

Ao que parece, o modelo de funcionamento das campanhas foi desnudado, ainda mais quando isso pode ocorrer com empresas citadas no suposto esquema
Ao que parece, o modelo de funcionamento das campanhas foi desnudado, ainda mais quando isso pode ocorrer com empresas citadas no suposto esquema (Foto: Voney Malta)
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Desde o governo de Teotonio Vilela que a empreiteira Queiroz Galvão, através de empresas que controla, atua em Alagoas, especificamente junto a Companhia de Água e Saneamento de Alagoas (Casal), está prestando serviços no setor de água e esgoto.

A presença de empresa desse porte nessa área não é exclusividade de Alagoas. A Queiroz Galvão também trabalha na exploração e execução no mercado de serviço público de água e esgoto junto aos governos estadual e municipal em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso, entre outros.

E isso não é por acaso. Ela está de olho na possibilidade de privatização desse tipo de empresa do setor público. No caso alagoano, é bom relembrar que o governo Teotonio Vilela encaminhou a Assembleia Legislativa, no ano passado, projeto de lei, ainda não votado, propondo vender 56% do capital social da Casal.

E quem está – ou será estava? – de olho nesse quinhão é a Queiroz Galvão. E quem é essa grande empresa? Bom, acusada de participação no suposto esquema de corrupção na Petrobras.

De acordo com o que vem sendo revelado nas investigações da Operação Lava Jato, as propinas do esquema alimentavam partidos e campanhas eleitorais. As siglas mais beneficiadas teriam sido PSDB, PT e PMDB.

Esta semana o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, determinou o bloqueio de R$ 160 milhões que a empresa iria receber do governo de Alagoas.

Pois bem, trabalhadores qualificados da Casal estão assustados com a vontade de privatização por parte de alguns dirigentes. Dentro dessa perspectiva há possibilidade de participação da Queiroz Galvão na privatização da Casal.

É que o projeto de Vilela permanece na Assembleia e o governo atual ainda não tem um posicionamento sobre o caso.

1.300 famílias dependem do emprego na companhia. E hoje todos têm certeza – certos ou errados - de como funciona a relação entre empresas interessadas em negócios com o setor público e os políticos.

Ao que parece, o modelo de funcionamento das campanhas foi desnudado, ainda mais quando isso pode ocorrer com empresas citadas no suposto esquema.

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