A partidarização Judiciária no Brasil

Elevados ao estrelato por meio de uma aliança espúria de um monopólio midiático que prega ideologicamente a criminalização da política, e combate intenso aos seus antagonistas ideológicos, o judiciário brasileiro age delinquentemente como um partido político com bases extremamente conservadoras à margem do Estado Democrático de Direito

Fachada Supremo Tribunal Federal
Fachada Supremo Tribunal Federal (Foto: Henrique Matthiesen)

Poder essencial no equilíbrio republicano, o Poder Judiciário deve conservar algumas características básicas para seu funcionamento institucional.
Dentre eles está sua serenidade, retidão, imparcialidade e sua integral distância das pautas políticas de nossa sociedade.

Elevados ao estrelato por meio de uma aliança espúria de um monopólio midiático que prega ideologicamente a criminalização da política, e combate intenso aos seus antagonistas ideológicos, o judiciário brasileiro age delinquentemente como um partido político com bases extremamente conservadoras à margem do Estado Democrático de Direito.

É límpido o cunho político de nosso Judiciário em questões vitais em nossa ignição de crise política, a interferência indevida, ou simplesmente, prevaricações com objetivos incontestes de disputa política, têm levado nossas instituições ao escárnio.

Corrompe-se de forma danosa nosso país quando se estabelece calendário político ou eleitoral nas decisões jurídicas, afinal a justiça deveria ser cega e a balança equilibrada para a proba ação jurídica.

Criminosos conchavos são estabelecidos como no caso da deprimente decisão da mais alta corte do país no caso de Renan Calheiros, como também a lentidão oportuna sobre Eduardo Cunha que conseguiu presidir a melancólica seção do impedimento da Presidência da República, na Câmara dos Deputados.

Parcial, sem mais modéstia ou constrangimento, direitos fundamentais são relegados aos opositores, e benesses, juntamente com conveniência e proteção, são garantidas por juízes e promotores comprometidos não com as leis, mas com o poder político e seus aliados.

Super-salários, privilégios injustificáveis, arrogância desmedida, desrespeito às leis, proteção aos delinquentes do erário, lobby político têm sido regra em muitos gabinetes refrigerados e luxuosos de agentes do judiciário.

Equivocam-se aqueles que pensam que não são e não podem ser um grupo organizado, legalmente formado, com base em formas voluntárias de participação numa associação orientada e designada para influenciar ou ocupar o poder político.

Cumpre ao poder Judiciário, apenas a função judiciaria, ou seja, a administração da justiça na sociedade através do cumprimento rigoroso das normas e leis judiciais e constitucionais.

Não cabe uma posição partidarizada deste poder, não cabem paixões, ou até mesmo delinquências e irresponsabilidades de um poder que não se é dado o direito de ser pusilânime e hipócrita.

Grande parte da crise política que vivemos e que aprofunda nossa crise econômica, é devida às ações políticas de agentes do judiciário que têm exercido um papel de agente político com suas alianças espúrias.

Estes sim são os grandes corruptores do estado brasileiro.

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