A terra é mulher

"ELA É atacada e desmerecida, covardemente, por autoridades antirrepublicanas da República e nas redes tacanhas da barbárie, na pessoa de jornalistas, ativistas e lutadoras por seus direitos tão negados", escreve o professor e ex-deputado Chico Alencar

www.brasil247.com - São Paulo SP 08 03 2020 debaixo de chuva mulheres no dia internacional delas protestam contra Bolsonaro na avenida Paulista  foto Cesar Itiberê/Fotos Publicas
São Paulo SP 08 03 2020 debaixo de chuva mulheres no dia internacional delas protestam contra Bolsonaro na avenida Paulista foto Cesar Itiberê/Fotos Publicas (Foto: Cesar Itiberê/Fotos Publicas)


Por Chico Alencar

(artigo originalmente publicado no site A Terra é Redonda)

ELA É nossa totalmente outra, sem a qual jamais existiríamos.

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ELA É nossa igual, tantas vezes superior na percepção do mundo e na sensibilidade para com os afundados na “ninguendade”.

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ELA É delicadeza guerreira, formosura que floresce, mas se sabe sobretudo caule, tronco e seiva.

ELA É a geradora da vida, a que arca e cuida, muito mais do que nós.

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ELA É beleza quando recusa o padrão consumista da estética e diz “não” aos que insistem em “coisificá-la” como objeto de cama e mesa, sem qualquer ética.

ELA É continuidade da espécie, sem idade, tecida em maravilha: avó, mãe, irmã, companheira e filha.

ELA É vítima secular de discriminação e utilitarismo, em sociedades de diferentes tipos e culturas, com esse traço de desunião: machismo, patriarcalismo, opressão.

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ELA É espoliada economicamente, ao longo da história e até hoje, com salários em média 25% menores que os dos homens.

ELA É aquela cujo gênero, aliado à cor da pele e situação social, compõe um dos setores mais vulneráveis e atacados pelo Deus-Mercado. 

ELA É o alvo do feminicídio crescente, crime que aumentou mais de 30% entre nós, nos últimos dez anos – reação violenta à sua corajosa afirmação.

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ELA É aquela que hoje, nesse exato 8 de março, no Brasil – alerta o Atlas da Violência do IPEA e a juíza justa Andréa Pachá – será morta em 13 corpos e histórias, como o foram 4.936 no ano passado, maior número desde 2007.

ELA É atacada e desmerecida, covardemente, por autoridades antirrepublicanas da República e nas redes tacanhas da barbárie, na pessoa de jornalistas, ativistas e lutadoras por seus direitos tão negados.

ELA É aquela sem a qual a Humanidade não seria.

ELA É, na religiosidade libertadora, o Todo Poderoso Amor, o Deus feminino que faltava, o húmus da humana criatura, a “EvaVida” da divina criação. 

ELA, antes de mais nada, É. 

E nos reeduca, e se põe de pé.

VIVA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

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