A verdade acima de tudo

Em sua estreia como Jornalista pela Demcocracia, o colunista Ricardo Melo destaca que a última eleição presidencial, que elegeu Jair Bolsonaro, foi uma fraude, aponta os momentos em que Sergio Moro transgrediu a lei e também aspectos nebulosos da missão brasileira no Haiti. "Para não perder tempo com o resto – embora estejamos todos sob o domínio do resto –, vamos resumir: o Brasil vive sob estado de exceção. Pior. Sob a vigília de militares cujo principal cartão de visitas repousa na intervenção desastrosa no Haiti", diz ele

A verdade acima de tudo
A verdade acima de tudo (Foto: Fotos: ABr)

Por Ricardo Melo, para o Jornalistas pela Democracia Começo com uma notícia boa ou má, dependendo do lado que se enxergue. Neste espaço você nunca lerá nada que seja necessariamente agradável e afague seu ego. Tampouco nada obrigatoriamente desagradável para mostrar “independência”. A ambição é bem menor: dizer a verdade, desde que ancorada no mundo real. Não falo para convertidos por antecipação, nem para preconceituosos de ofício. 

Por exemplo: a última eleição presidencial no Brasil foi uma fraude. Isto está comprovado. O líder disparado nas pesquisas foi trancafiado com base num processo condenado internacionalmente. O “ vencedor” valeu-se de um esquema gigantesco de manipulação demonstrado mesmo pela mídia tradicional. Agora apareceu até um motorista, figura que já se tornou tradicional nos escândalos locais –lembrai-vos de Eriberto França da era Collor.
Jair Bolsonaro, portanto, é um embuste. Não vou desperdiçar a atenção de vocês relembrando as irregularidades em série cometidas por ele, desde a época em que era militar da ativa até sua atuação como “parlamentar”.

Respira politicamente graças ao foro privilegiado. Para mim, sempre será um presidente ilegítimo. Sérgio Moro transgrediu a lei enquanto juiz. O novo hiper ministro da Justiça grampeou ilegalmente conversas de uma presidenta da República. Para não perder tempo com o resto – embora estejamos todos sob o domínio do resto –, vamos resumir: o Brasil vive sob estado de exceção. Pior. Sob a vigília de militares cujo principal cartão de visitas repousa na intervenção desastrosa no Haiti.

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Augusto Heleno, outro homem forte de Bolsonaro, gastou mais de 20 mil projéteis para oficialmente matar três criminosos em Port-au-Prince. Até hoje os haitianos contam quantas centenas de vítimas a ação produziu e a “imprensa” escondeu. Heleno considera aquele tipo de operação um sucesso, exemplo a ser repetido no Brasil.
Por razões do destino, sou jornalista há mais de quarenta anos. A providência divina nada tem a ver com isso, pois sou ateu praticante e irreversível. Graças a deus, com caixa baixa e alguma ironia. Neste período, você nunca vai encontrar qualquer desmentido ao que eu tenha escrito. Isso não me faz especial, apenas atesta o apego aos fatos. Se não tenho certeza, prefiro ficar calado a espalhar mentiras ou meias-verdades –no fundo, a mesma coisa.

Não pertenço ao 247, assim como a qualquer partido. Após anos na “grande imprensa”, recentemente meu posto de maior visibilidade foi o de último presidente legítimo da Empresa Brasil de Comunicação. De lá fui apeado por um “ato institucional” de Michel Temer. Desde então, a EBC – uma iniciativa revolucionária num país como o Brasil – transformou-se em porta-voz de golpistas e abrigo de funcionários amedrontados pela censura interna. Atualmente, trabalho gratuitamente como âncora do programa Contraponto, na rádio Trianon AM 740, São Paulo – no facebook, o endereço é programacontrapontotrianon.

Meu compromisso é com a democracia, a justiça social, as liberdades, a soberania do povo e o direito dos cidadãos. Por isso aderi ao projeto Jornalistas pela Democracia. Sempre lembrando: tudo o que for escrito abaixo e acima de minha assinatura é de minha integral responsabilidade. Seja sobre Bolsonaro, Moro, Lula e o que mais for.

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