A violência contra candidatos do PT e a eleição do ódio no Brasil

Nós, petistas, somos vítimas do descaso das autoridades, da violência institucional que quer banir a esquerda da política brasileira e da ascensão de um fascismo que é incentivado por uma direita inconsequente

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No dia 2 de setembro, passei por uma situação que é o retrato do Brasil de 2018. Ao sair do Parque Rodrigo de Gásperi em Pirituba, meu fotógrafo Gutemberg e meu motorista há anos, Ulisses, foram abordados pela Polícia Militar com arma em punho.

Fui questionar os policiais.

Fui chamada de louca pela PM de Alckmin quando estava do outro lado da rua. Só informei os policiais que eles trabalhavam comigo. Isso foi motivo o suficiente para eles me atacarem verbalmente.

Outras situações que aconteceram nesse mês de setembro me fazem pensar.

Renato Almeida Freitas Jr., também candidato a deputado estadual pelo PT no Paraná, foi atingido com bala de borracha pela Guarda Municipal de Curitiba durante uma panfletagem na Praça do Gaúcho na noite de 9 de setembro. Ele foi ferido numa situação muito parecida com a que passei em Pirituba.

Por fim, no dia 13 de setembro, o candidato ao governo do Paraná pelo PT, Dr. Rosinha, foi alvo de um atentado a bomba na Rua XV de Novembro no centro de Curitiba.

Impossível pensar em coincidência nos três casos.

Nós, petistas, somos vítimas do descaso das autoridades, da violência institucional que quer banir a esquerda da política brasileira e da ascensão de um fascismo que é incentivado por uma direita inconsequente. Quando a esquerda, de maneira correta, se solidarizou com a facada dada em Jair Bolsonaro, ela não poderia deixar de lado as agressões que está sofrendo de maneira completamente desproporcional nessas eleições.

A caravana de Lula, quando estava livre, foi alvo de tiros em seus ônibus. O acampamento de militantes em Curitiba chegou a ser invadida por um delegado da Polícia Federal. Nosso presidente está injustamente preso na capital do Paraná por acusações sem provas.

Essas agressões que lembro nesse texto são pequenos retratos da eleição do ódio que está se desenhando no Brasil.

E precisamos combatê-la - pelo bem da sociedade, da democracia e das causas que insistimos em defender mesmo diante da intolerância de uma elite que não se compadece dos mais pobres.

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