A Waack foi pro brejo

Pois bem, canalha, a atribuída 'competência' ao seu ex-trabalho consistia em realidade na perversa capacidade de manipular o discurso, sobrelevar um lado em detrimento do outro e jamais permitir o contraditório – e esses são os elementos (exatamente esses) que caucionam e justificam a falação criminosa 'Isto é coisa de preto',

Perdeu, malandro, perdeu.

Aquilo que Maquiavel chamava de fortuna (acaso e/ou destino) puxou-lhe o tapete dourado e toda sua velha malandragem foi pro espaço...

Estatelado no chão, boquiaberto como jamais se apresentara, uma putrefata babugem escorria-lhe pelos lábios: nela chafurdava o preconceito, a arrogância, a violência, o desrespeito.

Quis também a fortuna que este seu tombo fosse filmado, gravado e viralizado em milhões de outras puxadas do ornado tapete sobre o qual você até então posava de malandro finório, de malandréu expert nas artes da trapaça refinada, de malandrino mestre da fraude clean, soft, light, invisible...

Velho malandro, você caiu feio, fundo – e, apesar do socorro que lhe prestaram outros malandrins cascudos (Azevedo, Mendes, Nunes, etc), seu esqueleto não levanta mais –.

A fortuna pregou-lhe uma peça exatamente na peça na qual você julgava reinar, soltando-lhe a língua lá onde sua expertise profissional supunha-a 'sob controle': ela lhe deu um empuxão nas costas e o fez cuspir brutalmente o 'Isto é coisa de preto', de sorte (oh, fortuna!) que a plateia lhe devolvesse quase em uníssono um 'Isto que você nos cospe é coisa de branco covarde, racista, criminoso!'

Malandrão, o coro da peça soletrou em contrapelo a pura verdade (e não a pós-verdade que você e os seus acreditavam poder editar ad infinitum).

Sua língua solta, velhaco, tem criminosos quatrocentos anos de escravismo de índios e negros suportando-a entre os caninos, fazendo-o lamber os beiços a cada vez que a riqueza produzida pela 'negrada' era – ainda é – contabilizada apenas do lado branco, católico, botas lustradas, chicote em mãos, proprietário de tudo e todos.

Apesar dos pesares – e para sua surpresa e a da bandidagem que o rodeia – o Brasil não tapa mais nem ouvidos nem olhos nem boca para crimes discursivos tais como os praticados por você e/ou pela mídia farsesca e que, pela força da revolta da cidadania esclarecida, viu-se obrigada a lhe suspender o trabalho sujo.

Pois bem, canalha, a atribuída 'competência' ao seu ex-trabalho consistia em realidade na perversa capacidade de manipular o discurso, sobrelevar um lado em detrimento do outro e jamais permitir o contraditório – e esses são os elementos (exatamente esses) que caucionam e justificam a falação criminosa 'Isto é coisa de preto', a qual pulsava recalcada nos sinistros bastidores de sua mentalidade inumana –.

De fato, pulha, você cresceu ouvindo de seus pais, parentes, amigos, colegas e professores (das escolas particulares comodamente frequentadas por você) a aberração saltada de sua bocarra halitosa e corrompida, tudo se passando – da infância felizarda à velhice cretina – como se o mundo devesse ser constituído apenas e tão-somente por supostos 'direitos naturais dos brancos' à privativa propriedade dos meios de produção, ao exclusivismo do desenvolvimento econômico, ao particularismo da vida política, ao restrito gozo dos bens culturais, etc.

Entretanto, brucutu, você era – evidentemente é ainda – unha e carne com a mídia que há décadas produz e propaga a humilhação, a desinformação e a servidão da maioria populacional brasileira (maioria negra: IBGE/\CENSO 2015), não nos surpreendendo, pois, que seu vômito racista ocorresse em meio a preparativos de transmissão daquela que lhe pagava polpudos salários para mentir publicamente.

Com efeito, você é um elo da grande e poderosa corrente escravocrata alcunhada de 'Organizações Globo' – desde seu fundador, covil no qual pululam todos os conspiradores casagrandenses, visceralmente refratários a qualquer movimentação senzalesa que implique na instituição pra valer do Estado Democrático de Direito em nosso país (instituição que, caso acontecesse, finalmente nos autorizaria à República) –.

Seu tombo feio e fundo, fantoche, é portanto também o de seus patrões, embora tenham eles rapidamente vindo a público para tentar apagar os rastros odiosos deixados por você, como se tais rastros não fossem afinal de contas os mesmos com os quais eles sulcam o costado dos brasileiros, sangrando-o...

A malandragem praticada por vocês está nua – e é coisa de branco!

Perderam, malandros, perderam.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247