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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Abel tinha razão, Endrick na seleção

'Ninguém cogitava ver o atacante tão cedo na seleção. Era uma promessa. Encorpou, virou realidade', escreve o colunista Alex Solnik

Endrick, em atuação pelo Palmeiras (Foto: Cesar Greco / Palmeiras)

Discordo dos colegas da imprensa esportiva que criticam Abel Ferreira por não ter escalado Endrick no ataque do Palmeiras desde o início da temporada. 

Chegam a cravar que, se fosse titular absoluto há mais tempo, o time chegaria à final da Libertadores e estaria na liderança folgada do Brasileirão.

Endrick sempre foi e sempre será um craque. Acontece que, no início do ano, ele ficava em desvantagem no corpo a corpo com os cavalões dos times adversários, por isso não conseguia dar sequência às jogadas geniais que o marcaram em todos os times-sub em que atuou.

Em relação aos adversários dos sub, ele era grandão, mas, entre os profissionais, pouco mais que franzino.

Agora, no final do ano, aquele craque que não resistia a um ombro a ombro está muito mais encorpado, virou um touro e não perdeu velocidade, rapidez de raciocínio e decisão.

Bastou um jogo brilhante, no qual foi o comandante da virada histórica contra o Botafogo, na semana passada, em que marcou dois gols de placa e deu o primeiro passe para o outro, para ser convocado para a seleção principal.

No início do ano ele já tinha fama, já tinha sido contratado pelo Real Madrid, mas ninguém sequer cogitava vê-lo tão cedo na seleção. Era uma promessa. Encorpou, virou realidade.

Abel tinha razão.    

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.