Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia
Finalmente consumou-se a queda do ministro marcado para cair. Quem diz isso não sou eu, mas o secretário de Vigilância Sanitária, Wanderson Wanderley de Oliveira em carta de hoje à sua equipe.
Não era sem tempo. Ou Bolsonaro demitia Mandetta ou Mandetta demitia Bolsonaro. Com isso ele recupera um pouco de poder, mas consolida-se a sua submissão aos quatro generais do Planalto, cujo porta-voz é Braga Netto, o mestre de cerimônias das coletivas do coronavírus.
É claro que trocar o comandante no meio da travessia é muito arriscado e pode ser até mesmo desastroso, mas o fato é que daqui em diante a responsabilidade acerca do que vai acontecer daqui para a frente é do Bolsonaro e de mais ninguém.
Ele vai escolher um ministro que pensa como ele, e se pressionar e conseguir dobrar os governadores e a estratégia que preconiza resultar numa carnificina está claro que seu governo estará por um fio, tal como sua carreira política.
E, a julgar pelo que já ocorreu em outros países, dificilmente isso não vai acontecer.
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