Ah, meu país, o que fizeram contigo?!

Não podemos mudar o mundo eu sei, mas, podemos mudar o nosso mundo e daqueles que nos rodeiam, podemos lutar para que essa dura realidade que está aí seja mais amena, mais justa

03/10/2015 - São Paulo - SP - Manifestantes da CUT realizaram um protesto “em defesa da Petrobras e da democracia” na manhã deste sábado (3) na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT
03/10/2015 - São Paulo - SP - Manifestantes da CUT realizaram um protesto “em defesa da Petrobras e da democracia” na manhã deste sábado (3) na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT (Foto: Fátima Miranda)

No país dos memes, das chacotas, dos sem caráter que ocupam empregos de parlamentar e que quase sempre legislam em causa própria a favor do próprio bolso, no país onde ser "humano" é coisa rara, onde temos uma elite que só pensa em si mesma e em seu próprio umbigo, mas silencia com a corrupção de seus padrinhos políticos; no país onde o pobre e desvalido é tido como estatística pelo poder público e não como solução e é tido como valioso na hora do voto; no país onde golpe de estado é tido como uma coisa natural, onde a democracia não vale nada e a nossa Constituição é rasgada e desrespeitada todos os dias; no país onde investimentos com educação, saúde e segurança pública são tidos como gastos e a corrupção são usados para alguém se manter no poder; no país onde a escravatura foi abolida há muitos anos, mas o preconceito racial continua em vigor em muitas mentes preconceituosas que classificam o valor de seres humanos pela cor da sua pele; no país onde a violência só aumenta e a desigualdade social criou uma ponte aparentemente indissolúvel separando todos; no país onde quem mora em comunidades e que maldosamente chamam de favelas é tido como bandidos ou desocupados e jamais como cidadãos, está difícil de viver neste país chamado Brasil. Está difícil de sobreviver e aceitar esses desmandos como se fossem cataclismos sociais...

Não podemos mudar o mundo eu sei, mas, podemos mudar o nosso mundo e daqueles que nos rodeiam, podemos lutar para que essa dura realidade que está aí seja mais amena, mais justa.

Não podemos consertar essa merda toda que se instalou no parlamento, mas nas próximas eleições poderemos extirpar todos aqueles que têm o múnus público como um emprego, um cabide onde empregam parentes e subservientes, uma alta fonte de renda, o voto é nosso revólver...

Que tal começarmos sendo menos egoístas, menos covardes e medrosos, mais honestos, inclusive com nós mesmos?

Que tal pararmos de andar com uma Bíblia debaixo das axilas, pra cima e pra baixo e, começarmos a praticar, de verdade, a doutrina cristã e o que Deus nos ensinou? O amor ao próximo seria a arma certa contra o egoísmo que esmaga semelhantes. Seja você mesmo uma Bíblia viva, através das suas atitudes e testemunhos; o exemplo ensina mais que as palavras vazias, ao vento.

Que tal parar de comercializar a fé? Que bom seria se fôssemos um combustível para a fé alheia ao invés de apagá-la com atitudes desumanas.

Que tal sermos “irmãos” de verdade e não só da boca pra fora? Irmãos que sentem a dor do outro, não a provoca, se comove e ajuda saná-la.

Quanta hipocrisia, meu Deus...

Que tal retirarmos de vez esse véu que encobre nossos olhos propositadamente para não enxergarmos nossos irmãos que passam por tantas necessidades nas ruas deste país?

Que tal respeitarmos mais as crianças e os jovens, enfim, o ser humano do jeitinho que ele é, antes de condenarmos e os jogarmos nas sarjetas da marginalidade como se fossem bichos escrotos? Aliás, muita gente trata melhor seus animais de estimação do que o seu próprio semelhante, da sua própria espécie.

No país onde a justiça pouco funciona e quando funciona, funciona mal, que tal começarmos a justiça em casa? Há tantas injustiças que começam dentro de um lar, há tantas injustiças dentro da própria justiça.

Nesses dias, uma criança do Distrito Federal desmaiou na escola, de fome...

Triste viver num país onde a cor da pele (se for preta), para alguns, é crime e por isso devem sofrer violência de toda sorte, a apartheid social existe neste país, só não ver quem não quer.

Que tal pararmos de gerar a corrupção através de pequenos atos? Parar de procurar bois de piranhas na política para rotulá-los como desbravadores da corrupção, passar a olhar para dentro de si mesmo e medir o grau de moral para apontar o outro? Se essa moral não existe, que bom seria começar mudar o mundo através de uma auto-mudança!

Que tal, caros leitores, acordarmos para a realidade que nos cerca e reagirmos antes que seja tarde demais? Um espelho que reflete o interior do ser seria o ponto de partida. Por favor...

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