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Francisco Calmon

Combatente da ditadura desde a adolescência, prisioneiro nos cárceres da ditadura do Doi-Codi ao HCE. Advogado, administrador e analista de TI. Organizador da RBMVJ e do Canal Pororoca.  Autor e organizador de vários livros, entre eles “60 anos do golpe: gerações em luta”.

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Alerta máximo

A influência da Globo e seu papel histórico

César Tralli e Renata Vasconcellos (Foto: Reprodução/TV Globo)

A história funciona como uma grande mestra: revisitá-la constantemente é fundamental para compreender e aprender com o passado. Rememorar os acontecimentos, por mais dolorosos que sejam, é necessário para evitar que os mesmos erros se repitam. Porém, esse processo nunca é fácil e exige esforço e reflexão.

A atuação da Globo na história brasileira

Ao analisar a trajetória da Globo, é possível identificar uma série de eventos e posicionamentos que marcaram sua atuação na sociedade brasileira:

  • Criada com dólares estadunidenses, a origem da Globo está diretamente ligada a investimentos estrangeiros;
  • Desde o início, a emissora sempre esteve a serviço dos interesses do imperialismo, atuando conforme as diretrizes de potências estrangeiras;
  • Historicamente, apoiou golpes e tentativas de derrubar governos democráticos, influenciando o cenário político nacional;
  • No golpe de 1964, a Globo teve papel de destaque como protagonista ferrenha, contribuindo ativamente para a mudança do regime democrático e o estabelecimento da ditadura;
  • Ao longo dos anos, foi e continua sendo uma crítica feroz da Petrobras, defendendo a sua privatização e contrariando interesses nacionais;
  • A emissora se posiciona como arauta da ideologia burguesa, promovendo valores alinhados à classe dominante;
  • Defende o semipresidencialismo, postura que contraria o disposto na Constituição brasileira;
  • Por fim, segue fielmente as orientações de seu chefe, os Estados Unidos, realizando tudo o que lhe é solicitado.

Considerações finais

Esses pontos revelam uma postura histórica da Globo marcada por alinhamento a interesses estrangeiros, defesa de mudanças políticas controversas e promoção de valores que favorecem determinadas elites econômicas e políticas. Revisitar essas questões é essencial para compreender o papel das grandes mídias na formação da opinião pública e nos rumos do país.

Brizola, entendendo a importância de contrapô-la, pagava espaço no mesmo jornal para escrever seus artigos. E cunhou: “Onde estiver a Globo, devemos estar do outro lado".

Neste momento crucial de definição dos rumos do país pelas eleições, essa mídia malcheirosa ataca por todos os flancos o STF.

É claro que há telhados de vidro. Entretanto, na conjuntura, sinaliza golpe essa desmoralização que está a fazer com o STF. Por que agora?

Hoje, 7 de março, passando a vista pelos jornais, o foco está em cima do Lulinha e, pelo que pude analisar, não há ilegalidade nos seus negócios, mas há, sim, ilegalidade na devassa que estão fazendo de sua vida.

A mídia corporativa, comandada pela Globo, quer criar o aparente caos institucional para servir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cujo método de intervenção nos assuntos internos de outra nação ocorre quando há polarização que aparente fragilidade institucional.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.