Alguns outros significados da viagem de Lula à Europa

“Diante do porte do que Lula conquistou nestes dias, ampliando o capital político e geopolítico que já possuía, a extrema direita sua adversária aqui no Brasil, fica praticamente impedida de tentar algo contra ele, seja a vida ou por instrumentos judiciais”, diz o jornalista Roberto Moraes

(Foto: Ricardo Stuckert)
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Na Europa, mais do que massagear o ego (nosso e dele), penso que Lula acabou tomando a principal vacina que precisava contra novas tentativas de golpe. 

Explico é que diante do porte do que Lula conquistou nestes dias, ampliando o capital político e geopolítico que já possuía, a extrema direita sua adversária aqui no Brasil, fica praticamente impedida de tentar algo contra ele, seja a vida ou por instrumentos judiciais.

A Europa em seus movimentos entre a OTAN e a Eurásia, precisa de aliados transfronteira, penso que assim enxerga em Lula um pouco desse potencial. Não foi por outro motivo que Macron pediu para conversar com Lula, diante do enfrentamento da eleição daqui a cinco meses, quando disputará também com a extrema direita francesa, além da prefeita de Paris, como candidata de esquerda e que também esteve com Lula. 

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A enorme capacidade de articulação, respeito e carisma de Lula, parece se encaixar como uma luva para a Europa que ressente de lideranças globais como esse perfil de articulação, no espaço para além da Comunidade Europeia.

Se no plano internacional Lula obtém com esta vacina uma certa imunidade contra “maluquices direitistas”, no plano interno, aqui no Brasil, Lula ganha mais espaços, apesar do bloqueio comunicacional feito pela mídia corporativa, que age como correia de transmissão e como partido político do sistema financeiro.

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Estas conversas de Lula com os líderes de Estados-nação e instituições internacionais europeias podem abrir possibilidades, diante de uma expectativa de vitória eleitoral daqui a dez meses, para um enfrentamento dos nossos problemas, agravados pelo desmonte radical nas políticas públicas que continua sendo feita por Bolsonaro-Guedes. 

Reconstruir a nação não será tarefa fácil e nem rápida e trará muitos desgastes. É nesse ponto que este tipo de relações pode contribuir, embora mais importante sejam as nossas capacidades em realizar o que precisa ser feito, tanto para superar eleitoralmente esta fase trágica de nossa história, seja para reconstruir a nação e governar para a maioria. A ver!

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