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Milton Alves

Jornalista e sociólogo

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Aos jornalistas pró-Putin na cobertura da guerra de agressão do governo russo contra a Ucrânia

"Não se pode comemorar nem um milímetro do avanço sangrento dos tanques russos", diz o jornalista

Presidente da Rússia, Vladimir Putin (Foto: Reuters)

Por Milton Alves

Assistimos em canais da mídia progressista por parte de alguns experientes jornalistas uma indisfarçável torcida pelos avanços militares do exército russo, que significam uma carnificina de jovens, velhos e crianças, devastação de cidades inteiras e um drama de longa de duração para milhões de cidadãos ucranianos e russos: mortes, deslocamentos forçados, traumas de guerra, mutilados, e milhares de prisões de russos opositores da guerra.

É uma guerra de agressão!

É uma guerra criminosa de anexação de territórios. É uma guerra intercapitalista dos oligarcas, que amplia a escalada militarista no mundo. Não favorece a luta dos povos. É regressiva, quem vai pagar a conta do ônus dessa guerra serão os trabalhadores ucranianos e russos, principalmente.

Mariupol é devastada por intensos bombardeios, poderá cair nas próximas horas nas mãos de tropas regulares russas e dos neonazistas da milícia Wagner. O atual episódio nos faz lembrar dos bombardeios contra a cidade espanhola de Guernica, em 1937, durante a guerra civil, imortalizada na obra de Pablo Picasso.

Não se pode comemorar nem um milímetro do avanço sangrento dos tanques russos. Menos, colegas. Um pouco de sentimento e empatia faz bem…

Nem Putin, nem Otan/Zelensky! Cessar-fogo imediato! Autodeterminação dos povos!

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.