Apenas uma história de Natal

Quantos Zemar vão passar por situações de dificuldades e diferentemente do personagem dessa história, não ganharão nada nesse Natal? Quantos ainda vão acreditar que no ano que vem, Papai Noel de fato vai trazer os seus presentes?

Quantos Zemar vão passar por situações de dificuldades e diferentemente do personagem dessa história, não ganharão nada nesse Natal? Quantos ainda vão acreditar que no ano que vem, Papai Noel de fato vai trazer os seus presentes?
Quantos Zemar vão passar por situações de dificuldades e diferentemente do personagem dessa história, não ganharão nada nesse Natal? Quantos ainda vão acreditar que no ano que vem, Papai Noel de fato vai trazer os seus presentes? (Foto: Ricardo Fonseca)

Era uma cidadezinha encrustada no coração do interior do Maranhão, Cândido Mendes, onde o pequeno Zemar morava com os seus 4 irmãos, numa casa simples de chão batido, com paredes de barro e telhado de palha.

O seu Pai era o nobre Fonseca, que dava um duro danado trabalhando ora como eletricista, ora como consertador de tudo que era possível. No dia 24 de dezembro de 1949, o mundo que vivia os resquícios da segunda grande-guerra mundial, misturava o sentimento de autodeterminação, com a vontade de vencer outra batalha, agora para a sobrevivência.

Zemar era o terceiro filho, um menino inteligente, sagaz e o mais agarrado com o nobre e velho Pai; E foi lá mesmo, naquele lugar remoto, que o pequeno ouvira falar pela primeira vez no bom velhinho. Papai Noel então lê todas as cartinhas das crianças e com a sua roupa vermelha com detalhes brancos, na noite de Natal, passa em todas as casas do planeta para deixar os presentes que lhe foram pedidos, disse-lhe "Ponto-e-Vírgula", o seu coleguinha especial, filho de um caixeiro viajante, que mancava com um pé e chutava o vento com o outro.

Distante a 10004 km (via aérea), 6.216 milhas ou 5.402 milhas náuticas, em linha reta, a Polônia – sabiamente por todos – é o lugar onde fica a verdadeira residência oficial do Papai Noel. Mas para o garotinho que cedo preparou um bilhete, com um pedaço de papel amassado de uma velha correspondência pedindo uma bicicleta, era o lugar que ele ia estar para deixar o seu tão esperado presente.

Naquele dia não houve ceia, nem música, nem decoração e muito menos árvore de Natal . Era um dia qualquer na pequena casa a beira da estrada que dava acesso á cidade. Só o que tinha mesmo era o jantar, uma tradicional sopa de feijão, com pão dormido e suco de natural de manga.

Bilhete feito e colocado embaixo de sua rede, Zemar foi dormir ansioso à espera da magia de Natal, para a chegada de seu presente. Ele sonhou com Papai Noel saindo de sua casa gelada, com um trenó cheinho de presentes, voando céu a fora, distribuindo para as crianças por onde passava, quando de repente o galo cantou e ele acordou. De bate pronto, ele olhou embaixo da rede para ver se sua bicicleta lá estava e... um outro bilhete, num papal bonito o aguardara. Mas do que depressa, pegou o bilhete e leu:

"Querido Zemar desculpe, tive um problema com o meu trenó... Chovia muito, um raio caiu em cima dele e tivemos que voltar. Prometo que no próximo ano, levarei a sua tão querida bicicleta. Assinado: Papai Noel.

Com lágrimas nos olhos, o garoto voltou pra sua rede depressa e com um pedaço de pano na boca, tentou sufocar sem sucesso o barulho do seu choro. Que tristeza, ele sabia que o coleguinha ia ganhar o presente pedido e ele não. Então do nada alguém bateu à sua porta, era o coleguinha Pé-de-Pano, segurando uma bicicletinha linda, do jeito que ele queria. Zemar perguntou-lhe: "Como Papai Noel trouxe o seu presente se o seu trenó quebrou na chuva?" e o colega respondeu: "Ele consertou e entregou o seu presente na casa errada".

Mas como assim, se o velhinho já tinha se desculpado por não entregar a tempo o presente? Simples, o garoto especial pediu o presente que Zemar queria e como não podia usar por conta de sua deficiência, deu ao colega, sob o pretexto que foi entregue em sua casa por engano. Foi então com lágrimas nos olhos, que o nobre Fonseca, que era viúvo e trabalhava sozinho para manter a família, abraçou o colega de seu filho e disse-lhe baixinho: "Feliz Natal e muito obrigado!"

Zemar, ficou feliz da vida e foi logo acordar os outros irmãos pra contar a novidade que ganhara naquela dia. A magia do Natal realmente aconteceu nessa família...

Moral da história: Quantos Zemar vão passar por situações de dificuldades e diferentemente do personagem dessa história, não ganharão nada nesse Natal? Quantos ainda vão acreditar que no ano que vem, Papai Noel de fato vai trazer os seus presentes?

Um Feliz Natal, repleto de PAZ, Esperança e dias melhores.

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