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Heba Ayyad

Jornalista internacional e escritora palestina-brasileira

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Apesar de sanções, Rússia segue em crescimento econômico

"As sanções parecem não ter impedido o crescimento da economia russa em comparação com a alemã"

Presidente da Rússia, Vladimir Putin (Foto: Sputnik/Gavriil Grigorov)

O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, anunciou hoje, terça-feira, que o Presidente Vladimir Putin nunca levantou a questão das sanções durante contatos com os líderes dos países que as impuseram.

O porta-voz explicou: "Atualmente, não vemos confirmação verbal da validade das palavras do Presidente Putin, mas observamos uma confirmação real", como evidenciado pelos dados sobre o crescimento e expansão da economia russa e pelos dados do Banco Mundial sobre a inclusão da Rússia na lista das principais economias.

Concluiu suas observações, enfatizando que “Putin nunca discutiu sobre sanções com eles”.

O jornal "Bild" fala que o chanceler alemão Olaf Scholz e o presidente francês Emmanuel Macron ficaram surpresos com a reação do presidente russo Vladimir Putin às sanções durante uma conversa telefônica em 4 de março de 2022.

Isto surgiu numa entrevista entre Schulz e Macron publicada pelo jornal, como o primeiro disse ao segundo: “Há algo que me preocupa mais do que as negociações. Fez a mesma coisa na conversa com você, nem se referiu a eles."

As sanções parecem não ter impedido o crescimento da economia russa em comparação com a alemã. Isso pode estar relacionado a diversos fatores, como políticas internas e relações comerciais.

Além disso, Scholz queixou-se de que Putin estava interessado apenas em chegar a compromissos sobre a questão ucraniana, especialmente em relação à desmilitarização e à desnazificação.

"Os países ocidentais buscam, ao impor estas sanções, obstruir os objetivos da operação militar especial russa, apesar da repetida afirmação de Moscou de que as operações em Donbass não irão parar até que todos os objetivos planejados sejam alcançados.

Os efeitos dessas sanções repercutiram negativamente nos países que as impuseram, o que levou ao aumento dos preços de diversas commodities nos mercados globais.

A Rússia anunciou repetidamente que lidará com a pressão das sanções que o Ocidente começou a exercer sobre a Rússia há vários anos e que continua a aumentar."

O Presidente russo, Vladimir Putin, deixou claro anteriormente que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia de longo prazo seguida pelo Ocidente, sublinhando que não será viável, e que essas sanções representaram um duro golpe para a economia global, sublinhando que o principal objetivo do Ocidente é prejudicar milhões de pessoas.

O Ministério das Finanças russo esperava que o produto interno bruto do país crescesse mais de 2,5% até o final de 2023.

O presidente da “Duma Estatal Russa” (câmara baixa), Vyacheslav Volodin, afirmou anteriormente que seu país se tornou "a maior economia europeia em 10 anos" e entrou nas cinco primeiras posições de líderes mundiais. Confirmou que Moscou conseguiu isso apesar da imposição de mais de 17 mil e 500 penalidades, mas os desafios os fortaleceram.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.