Aqui se faz, aqui se paga. É a Lei do Retorno

"A mídia familiar, em especial, a Globo, está hoje sofrendo as consequências dos males causados ao Brasil e seu povo com a ascensão de Temer e Bolsonaro", diz o jornalista Ribamar Fonseca; "A Lei do Retorno está funcionando com ela e, também, com muita gente que causou enormes prejuízos ao país. O todo poderoso juiz Sergio Moro que, embora de primeira instância, tinha mais poder do que o próprio Supremo, está derretendo, obrigado a engolir sapos, sem autoridade sequer para nomear auxiliares"

Aqui se faz, aqui se paga. É a Lei do Retorno
Aqui se faz, aqui se paga. É a Lei do Retorno (Foto: NurPhoto)

Há um velho dito popular segundo o qual "o inferno é aqui mesmo". Ele é complementado por outro, que diz: "Aqui se faz, aqui se paga". Ou seja, segundo a sabedoria popular, todo o mal que se faz durante a vida é aqui mesmo que se sofre as consequências. Na verdade, chama-se a isso de "Lei do Retorno" – ou Lei de Causa e Efeito, segundo a Doutrina Espírita - que, no entanto, não se limita a esta vida, mas se estende à vida após a morte do corpo físico, porque o espírito é imortal. Ninguém está livre dessa lei, que é uma lei de Deus. A sua aplicação explica o que acontece hoje com quem fez muito mal ao país, causando dores e sofrimentos ao seu povo, como, por exemplo, a mídia familiar brasileira, em especial a Globo, a grande responsável pela atual situação do Brasil que, sob a presidência do capitão Jair Bolsonaro, está sendo desmontado, perdendo o prestígio e o respeito da comunidade internacional, dando sequência a um processo de destruição iniciado no governo de Michel Temer. E que tende a se agravar mais ainda se o Congresso aprovar a tal reforma da Previdência, um conjunto de medidas que legalizarão a morte por inanição dos brasileiros idosos e pobres.

O processo de destruição do país teve a sua gênese no golpe militar de 1964, mas foi a partir de outro golpe, o de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, que ele se acelerou. Com uma campanha sistemática contra Dilma, Lula e o PT, mediante a disseminação do ódio que ganhou impulso nas redes sociais, a mídia familiar fertilizou o terreno para o golpe de 2016, que colocou o desastroso Temer no poder, e para a eleição de Bolsonaro que, com um discurso sintonizado com o ódio já instalado no coração de parte do povo e um exército virtual de propagadores de fakenews, chegou ao Palácio do Planalto empunhando armas imaginárias. A mídia, portanto, pariu Bolsonaro, tendo como parteiros o ministro aposentado Joaquim Barbosa, do STF, que condenou petistas com base na "teoria do domínio do fato", ou seja, sem provas; e o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, que condenou o ex-presidente Lula, também sem provas, com base num "conjunto de indícios". Ficou evidente que todo o processo que culminou com a condenação e prisão de Lula, planejado nos porões do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, teve como objetivo impedi-lo de concorrer às últimas eleições presidenciais, que venceria com facilidade, e permitir a eleição de Bolsonaro. Por essa façanha, Moro foi premiado com o ministério da Justiça no governo do capitão.

A mídia familiar, em especial, a Globo, está hoje sofrendo as consequências dos males causados ao Brasil e seu povo com a ascensão de Temer e Bolsonaro. O capitão deixou a toda poderosa organização dos Marinho a pão e água, humilhada, declarada publicamente sua inimiga. Habituada a eleger e derrubar governos, além de destruir reputações, a Globo foi encurralada pelo capitão-presidente e hoje corre o risco até de perder a concessão. A Lei do Retorno está funcionando com ela e, também, com muita gente que causou enormes prejuízos ao país. O todo poderoso juiz Sergio Moro que, embora de primeira instância, tinha mais poder do que o próprio Supremo, está derretendo, obrigado a engolir sapos, sem autoridade sequer para nomear auxiliares. Rei da Justiça como juiz, hoje se tornou súdito de Bolsonaro e nega tudo o que dizia antes para não desagradar o chefe e amargar uma exoneração. E foi forçado até a babar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para tentar garantir a aprovação do seu projeto anti-crime, pois há uma tendência para ser rejeitado ou profundamente modificado. Ao puxar o saco de Maia, no entanto, conseguiu que ele o blindasse, impedindo a sua convocação para comparecer ao Parlamento a fim de prestar esclarecimentos sobre a sua proposta.

O fato é que Bolsonaro, produto da campanha da mídia e da ação deletéria do juiz Moro, além das fakenews, em praticamente 100 dias de governo já causou tanto prejuízo ao país que conseguiu desagradar até os empresários que o apoiaram. E perdendo sustentação tudo indica que em breve estará deixando o Planalto, até porque ele próprio considera a presidência do Brasil um "abacaxi", do qual pretende se livrar em pouco tempo. Por que diabo, então, se candidatou? O mais surpreendente é que, apesar de não ter feito absolutamente nada nesses 100 dias, a não ser provocar uma crise atrás da outra, o governo do capitão-presidente ainda tem 30,5% de aprovação, considerado bom/excelente segundo recente pesquisa do Atlas Político, um instituto de pesquisas até agora desconhecido do grande público. A sua reprovação é um pouco maior, 31,2% de ruim/péssimo, mas ainda assim é difícil compreender o índice de aprovação. Será que a criminosa reforma da Previdência ainda precisa ser aprovada para que os seus fanáticos eleitores sintam na pele o mal que fizeram a si mesmos ao elegerem o capitão? Será que o número de desempregados deve crescer ainda mais para que eles tomem consciência de que votaram errado? Ou será que temos um povo masoquista que precisa ainda de muita taca para aprender a votar?

Não há mais dúvidas de que a Globo conseguiu imbecilizar grande parte do povo, de tal modo que muita gente saíu às ruas, vestida de amarelo, ou espancando panelas nas varandas dos seus apartamentos, seguindo ordens do Movimento dos Bobalhões Livres (MBL) para protestar contra o governo Dilma. E ainda elegeram figuras como Kim Kataguiri, Alexandre Frota e Joyce Hasselman, entre outros, para a Câmara dos Deputados, como se eles pudessem dar alguma contribuição para melhorar o país. Muitos desses eleitores já se arrependeram do voto em Bolsonaro, mas a grande maioria ainda acredita que ele é o salvador da Pátria. Coitados! A ação da Globo foi tão prejudicial ao país, na medida em que fez a cabeça dessa gente, que segundo pesquisa do mesmo Atlas Político, o atual ministro "cônge" Sergio Moro tem a admiração de 61,5% dos brasileiros. Tanto quanto Bolsonaro, o ex-juiz é uma das maiores mentiras deste país, responsável pela grande farsa da Lava-Jato que, sob o pretexto de combater a corrupção, deixou alguns gatos pingados na cadeia e mandou para casa, a fim de desfrutarem do produto do roubo, os grandes ladrões da Petrobrás. A força-tarefa, que ganhou a admiração do público graças à extraordinária cobertura da Globo, agora é acusada de ter feito acordos com a Petrobrás e a Odebrecht para embolsar mais de R$ 8 bilhões de multas. Isso é combate à corrupção?

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