Aracaju voltou a ter prefeito

Óbvio que ainda é muito cedo para vaticinar sobre o sucesso da nova gestão, mas o primeiro ato - o pagamento integral do décimo terceiro salário de 87% dos servidores municipais - sinaliza que não falta boa vontade e determinação a Edvaldo para que Aracaju volte a funcionar normalmente

Óbvio que ainda é muito cedo para vaticinar sobre o sucesso da nova gestão, mas o primeiro ato - o pagamento integral do décimo terceiro salário de 87% dos servidores municipais - sinaliza que não falta boa vontade e determinação a Edvaldo para que Aracaju volte a funcionar normalmente
Óbvio que ainda é muito cedo para vaticinar sobre o sucesso da nova gestão, mas o primeiro ato - o pagamento integral do décimo terceiro salário de 87% dos servidores municipais - sinaliza que não falta boa vontade e determinação a Edvaldo para que Aracaju volte a funcionar normalmente (Foto: Valter Lima)

Terceiro dia da gestão do novo prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, e ele já começa a apresentar resultados. Nesta quarta-feira (4), a prefeitura está realizando o pagamento integral do décimo terceiro salário de 87% dos servidores municipais. Isto significa que dos 14.299 trabalhadores da prefeitura, 12.511 receberão até hoje.

Estão recebendo o benefício todos os servidores da administração direta e indireta (Fundat, Funcaju e SMTT) e todos os aposentados e pensionistas da administração geral. Os demais (um contingente de 1.788 servidores aposentados e pensionistas) receberão até o dia 10.

"Não é uma atitude simples o que estamos fazendo já no terceiro dia da nossa gestão. É uma demonstração de que a prioridade é os servidores", afirmou Edvaldo Nogueira, durante reunião com dez sindicatos das categorias da Saúde, que ocorreu ontem, quando ele anunciou o início do pagamento do décimo terceiro.

"Fizemos um grande esforço e sacrifício e tudo que era possível para pagar o décimo terceiro deixado pela gestão anterior. Nossa equipe está focada nisso. Os resultados começam a aparecer. Com muita disposição e trabalho, retomaremos a normalidade da prefeitura de Aracaju", ressaltou ele.

Como bem afirmou o prefeito, pagar o décimo terceiro já nos primeiros dias da nova gestão não foi uma atitude simples. Além do imenso rombo deixado por João, sobretudo com fornecedores, o que tem gerado a descontinuidade da prestação de serviços essenciais, a pendência com duas folhas de pagamento do ano passado agrava a situação da prefeitura. De modo que a decisão de Edvaldo de já pagar o décimo terceiro se reveste de grande importância.

Segundo disse o próprio prefeito, a medida foi uma forma de pedir um "voto de confiança" aos servidores e à sociedade. Foi também uma forma de mostrar que ele está sensível às dificuldades dos trabalhadores da prefeitura. Agora, resta aos servidores – neste caso, principalmente os da área de Saúde – encerrarem suas greves e retornarem ao trabalho, para que a população não fique desassistida. Além disso, retornando ao trabalho, estes servidores sinalizarão ao novo prefeito que estão abertos ao diálogo e compreendem o caos deixado por João.

Ontem, após quatro anos, os sindicatos dos servidores tiveram um encontro com um prefeito, uma vez que o ex-gestor nunca os recebeu para conversar. Edvaldo sentou com eles, levou junto os secretários Carlos Cauê (Governo), Jefferson Passos (Fazenda) e André Sotero (Saúde), ouviu as ponderações dos sindicalistas, discutiu a situação da prefeitura - e mais do que isso: apontou soluções. Disse que no dia 20, terá uma posição sobre como enfrentará o atraso dos salários deixados por João.

É óbvio que ainda é muito cedo para vaticinar sobre o sucesso da nova gestão, mas o primeiro ato sinaliza que não falta boa vontade e determinação a Edvaldo para que Aracaju volte a funcionar normalmente. Além disso, é ainda mais sintomático da percepção de que a administração do novo prefeito começa bem o fato de seus adversários estarem fazendo barulho para tentar criar uma falsa polêmica em torno da revogação do IPTU. Edvaldo não mudou sua ideia sobre a promessa, ele só está se cercando de cautela para não cometer qualquer equívoco na forma de anular o aumento anual de 30% que João.

Avante, Edvaldo!

Foto: Janaína Santos

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