Arbeit macht frei (O trabalho liberta)

Talvez Bolsonaro tenha visto jovens milicianos antipetistas formados em escolas cívicos-militares, perseguindo progressistas para livrar o país do comunismo, marcando LGBTQ em praça pública, promovendo o extermínio da esquerda em campos de concentração com placas escritas nos portões: “O trabalho liberta”, o que ficaria conhecido como o Holocausto das milícias

(Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)

Século XXI, avanços tecnológicos, a globalização aproximando fronteiras, povos e nações, e no Brasil ainda há quem defenda, como o próprio presidente da república, o trabalho infantil a partir dos nove anos. Bolsonaro chegou a declarar que só não enviou projeto ao Congresso porque seria massacrado.

"Trabalhar não mata, comecei a trabalhar aos quatorze anos. Se eu consegui todos conseguem", esse é o discurso do meritocrata liberal que trabalhou de office-boy na empresa do tio. A meritocracia é a arte do egoísmo e da presunção.  Lugar de criança é na escola!

Ainda há no Brasil uma legião de crianças em estado de vulnerabilidade social, cooptadas pelo tráfico de drogas. Algumas são exploradas trabalhando em fazendas, oficinas, indústrias e até na construção civil, comprometendo o fluxo natural da vida escolar e familiar. Isso só será minimizado através de ações mais contundentes do poder público na educação e no combate inteligente ao narcotráfico.

Fato distinto, na época hitleriana o nazismo recrutava meninos entre quatorze e dezoito anos e os doutrinavam, era a "Juventude Hitlerista"; as meninas pertenciam a seção denominada 'Liga das Meninas Alemães'. Para os menores, entre dez e treze anos, havia um ramo infantil. Essa juventude fanática participava de queima de livros, ataques a judeus nas ruas, denunciava vizinhos e atuava na luta política e racial.

Havia também o “Calvário das Viúvas”, como ficou conhecido o episódio das mulheres que perderam seus maridos na guerra e se viam obrigadas a fazer todo o tipo de serviço para os soldados invasores, sendo mal interpretadas pelas famílias tradicionais das cidades. Quando os soldados iam embora, eram levadas para as praças públicas e tinham seus cabelos raspados pelas famílias de bem, eram despidas e suas testas marcadas com a suástica.

Talvez Bolsonaro, em um insight escatológico, tenha visto jovens milicianos antipetistas formados em escolas cívicos-militares, perseguindo progressistas para livrar o país do comunismo (as milícias digitais pedem a volta do AI-5), marcando LGBTQ em praça pública, promovendo o extermínio da esquerda em campos de concentração com placas escritas nos portões: “O trabalho liberta”, o que ficaria conhecido como o Holocausto das milícias. SQN!

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