As batalhas agora serão nas ruas

A retomada das lutas nas ruas é o caminho que pode acender as esperanças de tantos companheiros e companheiras que não perderam a esperança e acredita na vitória da classe trabalhadora, os enfrentamentos de agora pra frente tem o caráter de classe, Lula tem o dever de liderar as massas e não temer os ataques que virão

lula
lula (Foto: José Rainha Júnior)

Assim como em 2013 quando a Burguesia travou a disputa com a esquerda nas ruas e deu início a derrubar do Governo da Presidenta Dilma do poder sobre o comando da rede globo e o poder judiciário. Estamos vivenciando as mesma táticas e objetivos agora em 2018, que pena que a direção do Partido e a suas bases "aliadas" naquela época não se deu conta da façanha da Burguesia, quando tentou a reação não tinha mais o que fazer o caldo já tinha entornado, naquele período a Burguesia articulada pelos Americanos, precisaria criar um pretexto para dar o Golpe político e Jurídico e derrubar o Governo eleito democraticamente da presidenta Dilma e acabar com o PT no Brasil. Mas se a gente lembrar bem não foi aqui que começou o Golpe. O Golpe inicia em Honduras com a derrubada do Presidente Manuel Zelaya, depois foi o Paraguai derrubada do presidente Fernando Lugo e finalmente conclui aqui no Brasil.

Não precisamos de muitas memorias é só dar uma volta em um passado bem ressente com os Golpe Militar de 1964, começou com o Brasil, depois Chile e Argentina. Os Golpes todos na América Latina foram orquestrado e determinado pelos Americanos, as justificativas era o avanço do Comunismo na América Latina, porque Cuba como todos se lembra derrubou o ditador Florêncio Batista em 1959 e sobre o comando dos revolucionários Fidel Castro e Chê Guevara e todo povo Cubano comanda a revolução e triunfa com o socialismo e se torna um dos primeiros Países socialista das Américas nas barbas do Império Americano, dando uma demonstração que um povo quando está determinado a construir sua história não há obstáculos e nem montanha que não possa ser destruída, Cuba se tornou uma referência para toda esquerda na América e um tormento para os Americanos.

Nós assistimos as democracias nos Países de nossa América Latina serem todas destruídas e seus Governos eleitos democraticamente pelo voto popular serem todos derrotados uns colocados nas cadeias ou no exilo e outros assassinados como o casso de Salvador Allende no Chile em 1973.

Com milhares de trabalhadores e as forças democráticas nas ruas, as ditaduras Militares na América foram derrubadas e ressurge os Governos democráticos eleitos pelo voto do povo e as democracias ressurge e o povo pode escolher nas urnas os seus presidentes da república. Mas é bom nunca se esquecer, ressurge sobre os comandos e os interesses americanos que sempre ditou as regras do jogo, eu diria... as nossas democracias sempre foram de cabresto, ou seja, são como cavalo amarrado, pasta, mas até a onde a corda alcança, tem limites e freios. Os nossos países Latinos Americanos sempre tiveram sobre o controle do Império Americano e a Burguesia destes Países sempre de joelho e fiel a o Império do Norte. O que foi pior neste período é que nós não conseguimos ter uma organização revolucionaria que pudesse ter levado a cabo as experiências socialista conquistada pelo povo Cubano, as tentativas que houveram de organizar as massas para uma revolução foram todas fracassadas ou derrotadas pela Burguesia, as organizações que resistiram à luta revolucionária armada nos países de nosso continente, não conseguiram ter folego para imprimir novas táticas que pudesse resultar na tomada do poder da Burguesia, as mais recentes organizações revolucionaria preferiram o acordo de "paz" e ir para as disputas eleitorais como forma de seguir lutando, mas me parece que não foi um bom caminho, veja o que aconteceu com as FARC( Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia) na Colômbia, e a FFML (Frente Furabundo Marti de libertação nacional) em El salvador, mas isso não quer dizer que não temos capacidade de construir o nosso caminho revolucionário, temos e podemos o que falta a nós de toda esquerda partidária, e todos os movimentos sociais, sindical e popular é construir este caminho.

No Brasil, as lutas revolucionarias dos anos de 1970 foram todas derrotadas, nossos militantes de esquerda os que não conseguiram fugir foram todos presos, torturados e mortos, bem como as suas organizações. Os partidos comunistas que sobreviveram quando se derruba o regime Militar foram para as disputas eleitorais, e se aliaram com os setores da Burguesia na esperança de dias "melhores" as suas teorias da revolução e do socialismo foram todas esquecidas estão adormecida nos museus do passado que não se aproveita para nada, suas principias lideranças que assumindo os cargos de comando no Estado Burguês nos Governos "democráticos" com atuação pior que o da Burguesia, foram esquecidos pelo povo e pela história. Mas com certeza devemos ter companheiros dentro destes partidos que não perderam a sua coerência e sua história e não jogaram na lata de lixo as suas teorias e convicções revolucionaria, que em muito ainda podem contribuir com a juventude e aqueles que acreditam que não tem outro caminho para a classe trabalhadora ser livre sem fazer a revolução no Brasil.

A retomada das lutas nas ruas é o caminho que pode acender as esperanças de tantos companheiros e companheiras que não perderam a esperança e acredita na vitória da classe trabalhadora, os enfrentamentos de agora pra frente tem o caráter de classe, Lula tem o dever de liderar as massas e não temer os ataques que virão, ele sentiu isso com as caravanas no Sul do País, viu que lá esta as classes mais reacionárias da Burguesia tanto no campo como na Cidade, no Sul é diferente do povo nordestino, que em sua origem são gente humilde simples e leal e recebeu Lula de braços aberto como um verdadeiro filho da terra. As batalhas vão ser sangrentas, será de luta de classe, porque a derrota da elite reacionária no Judiciário diga se STF (Supremo Tribunal Federal) acendeu a ira dos reacionários de Casa Grande e Casa Branca, agora eles vão querer ganhar nas ruas sobre a orientação da mesma Rede Globo que conduziu as de 2013 até a derrubada de Dilma do poder. A elite desta vez será derrotada nas ruas, aí eles já têm seu segundo plano, não vão permitir eleições em 2018, se perceberem que a esquerda poderá ter um candidato a altura de ganhara eleições.

Nossa tarefa como militantes de esquerda é transformas as ruas em palco das lutas dos enfrentamentos com a Burguesia, organizar os excluídos, trazer o povo para o palco das batalhas e fazer a transformação que todos almejam e sonham, a de construir um o Brasil Socialista.

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