As (des) razões do poder

Nem sempre a efetividade histórica é sinônimo de racionalidade histórica

Fumaça em Gaza
Fumaça em Gaza (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)


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Há uma frase atribuída ao filósofo alemão Friedrich Hegel que diz: a História é o tribunal definitivo  dos sucessos e insucessos dos povos.

Mas cabe perguntar qual História? - A história dos vencedores? A história dos mais fortes?  Ricos e poderosos? Nem sempre a efetividade histórica é sinônimo de racionalidade histórica. Isto seria transformar a necessidade em virtude. Operar uma espécie de racionalização da epopéia do vencedor; tipo -  venceu  porque era o melhor, não podia ser diferente. Tinha de ser assim. Apologetas do fato  consumado. Profetas do já acontecido.

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Ocorre que o vencedor nem sempre está com a razão. Há muita mentira, logro, embuste, usurpação com cara de verdade estabelecida. A força, o poder, a astúcia não podem ser o critério da verdade histórica. Apesar de haver quem defenda que a  vontade de poder domina a natureza e o papel do forte é exercer sua força sobre o  fraco, e o do fraco, se submeter, não se pode aceitar pacificamente que uma nação mais forte e armada ocupe, invada, mate milhoes de pessoas indefesas e frageis.Se a história das nacoes está povoada de massacres, genocídios e violência  isto não faz da vitória o único critério de verdade da vida dos povos. 

O direito à vida, a moradia, a saúde,  o trabalho, o lazer, o meio ambiente saudável, a educação e a sua identidade cultural, são direitos humanos inalienáveis. O tempo do hobbesianismo da velha ordem internacional  deu lugar a uma comunidade humana responsável pelo destino mútuo de uns com os outros. Uma verdadeira comunidade humana universal, sem distinção de raças  gênero, orientação sexual,  religião etc. O ideal kantiano da paz perpétua é a bandeira que deve tremular sobre os escombros dessa velha ordem hobbesiana.

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PS. Desculpem os realistas históricos, a la Maquiavel. É possível imaginar um mundo melhor do que esse em que vivemos, em que a espécie humana possa viver livre e em paz.

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