CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Leonardo Attuch avatar

Leonardo Attuch

Leonardo Attuch é jornalista e editor-responsável pelo 247.

417 artigos

blog

As lições de uma Copa do Mundo

Uma delas: toda a arrogância (como a de Casillas) será punida. Outra: toda gratidão (como a de Luis Suárez) será premiada

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Decorridos os primeiros dez dias de Copa do Mundo, ela já é uma das melhores de todos os tempos. A média de gols é a maior desde 1958, quando o Brasil conquistou seu primeiro título na Suécia, e o altíssimo nível técnico, somado ao bom ambiente dentro e fora dos estádios, encantam o mundo.

As cenas da Copa, no entanto, não se limitam ao jogo inventado pelos ingleses e trazido ao Brasil por Charles Miller. Os jogos de um Mundial são um ensaio da vida real, com preciosos ensinamentos para a vida cotidiana.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

A começar pela lição de que toda arrogância será punida. Dois dias antes da Copa, o goleiro Iker Casillas dizia que a Espanha era "favorita absoluta" e que a conquista do título dependia apenas deles. De salto alto, os espanhois saíram humilhados, com duas derrotas históricas para a Holanda e para o Chile – e ambas com direito a falhas de Casillas. Aliás, nunca, numa Copa do Mundo, um campeão de um Mundial anterior fez uma campanha tão bisonha. Uma lição para certos espanhois, que ainda cultivam uma mentalidade colonialista.

No reverso da moeda, toda gratidão será premiada. Das cenas da Copa, uma das mais tocantes foi a do artilheiro uruguaio Luis Suárez, depois de marcar seu primeiro gol contra a Inglaterra, ao abraçar, beijar e apontar para o fisioterapeuta de sua equipe que o livrou de uma seríssima contusão. Com o gesto, Suárez pediu à gigantesca torcida uruguaia que ampliasse seu agradecimento.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

A Copa contra o racismo tem também premiado a tolerância. Balotelli, que era alvo de insultos na Itália, foi o herói na vitória contra os ingleses. A laranja mecânica holandesa é também uma seleção multirracial, assim como a França do astro Karim Benzema. E os pragmáticos alemães, instalados na Bahia, têm sido até agora os mais simpáticos e sociáveis com os torcedores.

O Mundial de 2014 é também a Copa da integração latino-americana. Pela primeira vez em sua história, o Brasil recebe, ao mesmo tempo, dezenas de milhares de colombianos, argentinos, mexicanos, chilenos, uruguaios e equatorianos. E todos se sentem em casa. Com ótimo desempenho dentro de campo, estas seleções são empurradas por um grito de guerra de nações antes tidas como "vira-latas": "Sí, se puede! Sí, se puede! Sí, se puede!". Sim, é possível vencer, assim como tem sido para o Brasil na organização da Copa.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Carregando...

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Carregando...

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO