As sombras espirram puxadas pelos ratos da mídia esgoto

Funcionários públicos da Polícia Federal atuaram como ratos criminosos a serviço das sombras dos porões e da mídia irresponsável e golpista

Funcionários públicos da Polícia Federal atuaram como ratos criminosos a serviço das sombras dos porões e da mídia irresponsável e golpista
Funcionários públicos da Polícia Federal atuaram como ratos criminosos a serviço das sombras dos porões e da mídia irresponsável e golpista (Foto: Dom Orvandil)

Nossa tradição judaico-cristã inspira-nos com o famoso salmo 23 (na edição João Ferreira de Almeida e 24 na edição Pastoral da Paulus), lido como oração e reza revestida de dramaticidade do símbolo das sombras, que se projetam de forma ameaçadora de morte e de extermínio. As sombras são vencidas pela luz de quem se une em comunidade, em rebanho sob o pastorei do Pastor que guia na perspectiva da libertação, consolada pela unção de uma mesa farta de cálice transbordante, de bebidas da misericórdia e da bondade, valores determinantes da vida do povo que supera o vale sóbrio e assustador.

As sombras são símbolos (arquétipos na definição do grande psicanalista e teórico Karl Jung) assustadores desde os mitos mais antigos, presentes nos nossos porões culturais inconscientes modernos. Sinalizam a morte, os demônios, as almas ruins, o inferno e os inimigos do bem, sempre assustadores. As sombras são o terreno do mistério do mal, esconderijos dos assassinos, dos criminosos, dos delinquentes, dos anjos satânicos e dos maus transgressores da justiça.

Pois bem, a sociedade brasileira não foge da configuração psíquica elevada à potência destrutiva de milhões de almas com porão. Assim como um indivíduo é feito de consciência iluminada e iluminadora por valores de amor, equidade, paz, verdade, solidariedade, da arte etc e das sombras do inconsciente que veem de longe, no mínimo do sistema escravocrata, raízes vivas do ódio, da vingança, das sujeiras, da indecência ética, dos crimes e ratos contagiosos, nossa sociedade, a despeito dos avanços iluminadores, ainda tem porões sombrios onde os ratos se organizam para nos aparelhar e assustar.

Nossas eleições, principalmente as de segundo turno, foram invadidas por ratos magros morais, feios e mal cheirosos, que trouxeram dos porões que resistem à democracia sombras ameaçadoras e inicialmente enigmáticas para os incautos. As projeções dessas sombras sobre a sociedade e as instituições ainda não revelam totalmente os endereços dos esgotos e dos ratos que neles se movem desesperados para tomar conta das salas e dos escaninhos do poder, que ainda não são habitadas plenamente pela luminosidade democrática no seu amplo significado.

Refiro-me à barbaridade que delegados da Polícia Federal fizeram com a exposição de mentiras e afrontas sem juízo, com a clara intenção de sujar a opinião pública, distorcendo os resultados a favor do comandante do exército da oposição, o "seu" Aécio Neves, como escrevi aqui.

Os fatos são notórios e de conhecimento de todos e de competência do jornalismo sério tratar das notícias. Importa-me refletir sobre as sombras e os ratos que nelas se movem com o objetivo de organizar a morte da justiça e da democracia.

Uma das ações dos ratos criminosos é a de tentar apagar os faróis de iluminação, geral e historicamente construídos coletivamente pelo povo e pelos amplos setores da sociedade. Foi o que os delegados ratos fizeram ao chamar o ex-presidente Lula de anta e de desenhar a Presidenta com dois dentes grandes sobre uma faixa vermelha com a frase "Fora, PT". A intenção clara foi a de "molecalizar" e desgastar os símbolos, que podem até ser inacabados, mas em quem o povo confia por serem os que conduziram o Brasil a caminhos menos sombrios.

A tática de minimizar figuras vincadas à libertação nasce das sombras e tem história. No filme sobre a vida do líder africano que virou presidente do Congo durante sangrenta luta contra a colonização e a opressão branca, o herói Patrice Lumumba exige que seu comandante da guarda presidencial, um inimigo no seu front, o chame de Presidente e não apenas de Patrice. Nelson Mandela exigiu que seus companheiros do Partido do Congresso Nacional o respeitassem e nele confiassem como Presidente que eles ajudaram a escolher para guiar o povo sul africano para a liberdade.

Quando os ratos da investigação "Lava Jato" da Polícia Federal usaram as redes sociais, a "sujaVeja" e o resto da mídia esgoto da ratazana das trevas para quebrar a democracia, propagandeando o comandante do exército do "seu" Aécio, sua medida mais enfática foi tentar queimar o ex Presidente e a Presidenta, com o claro objetivo de levar as sombras do golpe eleitoral para dentro das urnas e para o retorno à lama neoliberal.

A partir daí as sombras compartilhadas deram artilharia para professores, padres, pastores, jornalistas, médicos sem compromisso com a saúde pública, fundamentalistas, militares das reserva de pijama, empresários impatrióticos, banqueiros dançarinos de baile de ratos, todos escarnecedores ignorantes ou maldosos de direita irmanados para apagar os faróis que iluminam a caminhada em direção à mesa farta da justiça social e dos campos verdejantes da paz que nosso povo precisa e merece. São incontáveis os desrespeitadores que se somaram e se juntaram para caluniar e expandir as sombras sem provas e sem apoio. Em artigo anterior mostrei a repercussão disso num pequeno e insignificante programa de TV online (aqui) através do qual o decepcionante pastor Caio Fábio se uniu antes das eleições ao ratão amercanizado Olavo de Carvalho e ao não menos ridículo, racista, homofóbico e machista conservador Danilo Genitile para repercutir as "informações" dos ratos do "petrolão", debochando de Lula, chamando-o de beberrão e de comedor de carne ruim e feia (referindo-se de modo machista e perverso a fofocas da mídia sombria) e da Presidenta Dilma, tentando indispô-la com sua base política, sua história e seus ideais.

A atuação dos ratos na propagação das sombras se dá nesses dois sentidos: divulgar a figura do comandante do exército da oposição, o seu Aécio, como "o cara", sempre cercado de lindas mulheres, com copo de bebida nas mãos e dançando abraçado a mulheres que fazem o machão playboy ídolo dos ratos e das sombras e desconstruir as imagens dos maiores líderes, que eles chamam de patralhas. Pensam que um povo desiludido e sem faróis de referência se encantaria pelo playboy e comedor de carne boa e bonita, no dizer do rato pastor Caio Fábio.

Penso que o Ministro da Justiça, o senhor José Eduardo Cardozo, erra feio e dá comida apodrecida para alimentar os ratos e combustível para as sombras quando candidamente anuncia que os delegados serão investigados por não ser correto que partidarizem o processo denominado de Lava Jato.

Não, os ratos não partidarizaram somente, eles são criminosos, são indecentes e agem à sombra do poder do Estado. Eles desservem o Estado, o povo brasileiro e o nosso País. Eles agiram para destruir a democracia e eleger um líder duvidoso e denunciado por crimes desde muito não competentemente investigados, pelo contrário, abafados por uma mídia que o blinda, acarinhada com muito dinheiro público e compadrio, para encobrir as sombras da morte.

Os delegados ratos se afirmam em esgotos que são camas, hospedagens e trincheiras de muitos outros e graúdos ratões que atentam contra o povo.

Os enfrentamentos para a expulsão das sombras e a eliminação dos ratos é a construção de uma política correta e de uma agenda avançada para o País sob a liderança da Presidenta Dilma, a mais perseguida e caluniada nesta campanha eleitoral. Graças a Deus, o nosso povo vai à ribalta iluminada para construir plataformas de avanços exigindo reformas, pressionando o novo governo a aprofundar e a ampliar as luzes democráticas, diminuindo assim os espaços e esgotos amados pelos ratos, criaturas sombrias e habitantes das sombras.

Nosso poeta Machado de Assis nos inspira à luz que supera a morte e suas sombras:

"No entanto...minha alma olvida
Dor que se transforma em glória,
Morte que se rompe em vida."

É preciso perseguir teimosamente a luz que expande os direitos, como declamou o sequestrado e assassinado Presidente Patrice Lumumba da República Democrática do Congo, um poeta da alma do povo: "A luz selvagem do Sol resplandecerá novamente sobre nós, enxugará as lágrimas e as nossas feições achincalhadas. Quando romperem estes grilhões, estas pesadas correntes, dispersar-se-á para sempre o tempo da crueldade, da maldade. Orgulhoso, o livre Congo se levantará da terra negra." O Brasil se levantará livre dos ratos das sombras pestilentas do golpe, derrotados nas urnas e que serão derrotados pelo povo ao avançarmos nas reformas.

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